Caminhos para combater os crimes de pedofilia na internet
Enviada em 31/10/2019
A internet ‘‘reduziu’’ as distâncias geográficas e, assim, facilitou a comunicação da sociedade moderna. No entanto, essa maior facilidade comunicativa tem deixado as pessoas mais vulneráveis aos crimes virtuais, principalmente as crianças, que são alvos fáceis dos crimes de pedofilia na internet por causa do acesso precoce e da maior facilidade de contato com pessoas desconhecidas nas redes sociais.
O Facebook determina uma idade mínima de 13 anos para os usuários, mas nota-se perfis, no site, de crianças a baixo da faixa etária. Diante disso, essas crianças tornam-se mais suscetíveis aos pedófilos, pois segundo o Departamento de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), 60% das vítimas de pedofilia estão entre 7 e 13 anos, o que corrobora que o acesso precoce a esse tipo de rede social facilita a ação dos aliciadores pela baixa idade, o que facilita a persuasão.
Além disso, segundo o DHPP, 60% dos pedófilos não possuem grau de parentesco com a vítima. Desse modo, nota-se que a facilidade de interação com pessoas desconhecidas nas redes sociais é bastante prejudicial para as crianças, pois, com a internet, independente da distância, a aliciação tende a acontecer por causa da facilidade comunicativa que o mundo cibernético propõe. Logo, pode-se até ser consolidado uma agressão física, como o estupro.
Diante dessas problemáticas, portanto, são necessárias medidas que possam resolvê-las. O Governo Federal, em parceria com as mídias sociais e televisivas devem combater o uso indiscriminado das redes socias pelas crianças, por meio de campanhas publicitárias que informem a sociedade os riscos que o acesso precoce e o contato com pessoas desconhecidas traz a elas, a fim de estimular os responsáveis a não autorizar o acesso delas nesse tipo de site.