Caminhos para combater os crimes de pedofilia na internet
Enviada em 08/07/2020
Em 2020, foi lançado o documentário brasileiro “Um crime entre nós” que trata sobre a violência sexual infantil e demonstra que o machismo estrutural vulnerabiliza e objetifica a criança, de modo a culpabilizar a vítima. Assim, trazendo à tona a discussão sobre a pedofilia virtual. Fator esse fomentado, seja devido à falta de denúncias, seja pela adultização precoce.
Em primeira análise, cabe destacar que mesmo a legislação brasileira protegendo os menores a falta de denúncia continua sendo um impasse, ora porque devido o desconhecimento sobre os tipos de abuso, ora devido a alegação de consentimento. Ademais cabe destacar que o ambiente virtual deixa as crianças mais vulneráveis à pedofilia, visto que esses criminosos se valem da ausência dos responsáveis e dos dados publicados nas redes sociais para se aproximar. Logo, a cultura sexista brasileira e essa situação de superexposição não só banaliza a agressão, como inibe que os casos cheguem à justiça.
Ademais, cabe salientar que a adultização precoce é outro fator responsável pela violência sexual de menores na Internet. Nesse sentido, o livro “Lolita” de Vladimir Nabokov descreve como um senhor de idade hipersexualiza uma garota de 12 anos, tira sua infância e ainda romantiza a agressão. Dessa forma, é dever do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, visto que é a pasta responsável pela promoção da defesa às crianças e adolescentes, criar campanhas que alertem sobre os danos causados pela adultização precoce, sobretudo, no espaço virtual.
Portanto, com o fito de aumentar a conscientização acerca da pedofilia cibernética, cabe às instituições de ensino, haja vista a maior proximidade com as crianças e os adolescentes, criar palestras e debates sobre essa temática, por meio da contração de psicólogos e especialização dos professores.