Caminhos para combater os crimes de pedofilia na internet
Enviada em 08/07/2020
Em 2020, foi lançado o documentário brasileiro “Um crime entre nós” que trata sobre a violência sexual infantil e demonstra que o machismo estrutural vulnerabiliza e objetifica a criança, de modo a culpabilizar a vítima. Assim, trouxe à tona a discussão sobre o crime da pedofilia virtual que é, mormente, fomentado por fatores culturais. Dessa forma, esse cenário comprometedor exige ações mais eficazes do poder público e das instituições de ensino, a fim de assegurar a proteção dessas crianças.
Em primeira análise, cabe destacar que, embora a legislação brasileira proteja os menores na internet, a cultura sexista brasileira continua sendo um impasse ao cumprimento da jurisdição. Ademais, essa nefasta realidade é atestada pela obra fílmica “Um crime entre nós”, na qual os entrevistados demonstraram, não só relativizar a violência, como também acreditar na alegação de consentimento. Logo, é fundamental que o poder público desenvolva medidas, como a criação de campanhas que desmistifiquem e conscientizem sobre o abuso e a exploração sexual infantil.
Outrossim, cabe salientar que o espaço cibernético facilita a perpetuação da pedofilia. Decerto, há uma maior exposição das crianças e dos adolescentes, assim esses criminosos valem-se da ausência dos responsáveis e dos dados publicados para se aproximarem. Destarte, haja vista a falta de conhecimento sobre os tipos de violações e da falta de diálogo com os jovens sobre esse assunto, muitos casos sequer são denunciados.
Portanto, com a finalidade de conscientizar a população acerca dos tipos de violência sexual infantil na internet e dos seus impactos, cabe às instituições de ensino, haja vista o seu papel na construção do cidadão, criar palestras e debates sobre essa temática, por meio da contração de psicólogos e especialização dos professores.