Caminhos para combater os crimes de pedofilia na internet

Enviada em 17/10/2020

Na pequena jornada de sua existência, o homem criou recursos capazes de trazer o mundo a uma nova era. Entretanto, devido aos fatores da forte exposição virtual e da escassez de meios de segurança eficazes, criados nessa caminhada evolutiva, a exploração cibernética de jovens tornou-se um problema comum na sociedade. Essa triste realidade arrisca a integridade social, o que torna cabível a análise sobre os caminhos para combater os crimes de pedofilia na internet.

Em primeiro plano, vale evidenciar a globalização, que incita o vício tecnológico nos cidadãos, como fomentadora do entrave pautado. Fortemente estudado pelo geógrafo brasileiro Milton Santos, esse processo gera, a partir dos meios de comunicação, uma grande exibição infantil nas redes sociais. Nesse contexto, de acordo com o site Agência Brasil, cerca de 25 milhões de crianças e adolescentes utilizavam a internet em 2019. Entretanto, com a utilização exacerbada mencionada, esses indivíduos passaram a ficar à mercê de pessoas inconscientes que usam das plataformas digitais para cometer assédio sexual verbal contra menores; um absurdo.

Outrossim, eventos históricos como a Guerra Fria, conflito ideológico do século XX do qual o capitalismo saiu como modo econômico vigente, também contribuíram para o impasse em questão. Ocorrências como essa permitiram o descaso das entidades com a segurança, haja vista o concomitante apego populacional ao consumo. Essa lástima acarretou, em março de 2020, no aumento de 190% nos casos de pedofilia (realizados por adultos de diferentes faixas etárias e parentescos), segundo dado publicado pela Safernet. Tal situação, aproxima-se, infelizmente, do pensamento do físico alemão Albert Einsten, que versou: “Tornou-se chocantemente óbvio que nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade.”.

Destarte, é imprescindível que sejam analisadas as estratégias para combater os crimes de pedofilia na internet, advindos da exposição e da falta de segurança virtual. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações deve, por intermédio das empresas de tecnologia nacionais, tomar a criação de softwares e aplicativos que detectem assédio contra menores, para computadores e celulares, como um caminho possível para minimizar a problemática comentada. Elaborados a partir da contratação de profissionais qualificados, como informáticos, esses programas, por efeito, diminuirão os índices de vulnerabilidade e pedofilia infantil cibernética, garantindo, assim, a integridade social.