Caminhos para combater os crimes de pedofilia na internet
Enviada em 03/11/2020
O desenvolvimento da internet na época da 2º Guerra Mundial trouxe a facilidade de acesso a conteúdo e proporcionou relacionamentos entre pessoas do mundo todo por meio da plataforma virtual. Apesar de todos esses benefícios, as possibilidades de sigilo contidas na rede ajuda à prática de crimes cibernéticos, como por exemplo a pedofilia.
Em primeira análise, vale ressaltar que a pedofilia e a pornografia infantil não são novidades, visto que elas se encontram inseridas em nossa sociedade há tempos. De modo que, a atual geração, que já nascem tendo acesso às novas tecnologias e estão conectados à web, desde muito cedo. Diante disso, segundo levantamentos feitos pelo Globo News, no Brasil, oito em cada dez crianças e adolescente têm acesso à internet, de forma que se encontram expostos a criminosos que atuam online. Assim, concomitantemente, hoje, os pais se encontram mais tempo fora de casa. Isso faz com que os jovens fiquem mais vulneráveis à ação de pedófilos, porque falta fiscalização.
Outrossim, o anonimato permitido pelas redes informacionais facilita a difusão dos abusos. Nelas, é possível criar perfis falsos para coagir vítimas sem que saibam a real identidade da contraparte com quem falam. Por conseguinte, os pedófilos tornaram-se panópticos, pautados em suas veladas identidades para poderem observar e escolher suas vítimas sem serem reconhecidos. Há, basicamente, uma transposição de um modelo de prisão cuja vigilância dos presos é transposta à realidade.
Em suma, torna-se evidente que a pedofilia na internet é uma problemática. Nesse sentido, com o intuito de reverter esse empecilho é necessário que aos pais e familiares, ficarem atentos ao conteúdo que as crianças e adolescentes acessam na internet, ficando atentos ao comportamento delas, fiscalização, dialogar e implantar programas de segurança nos celulares e computadores. Ademias, O Governo Federal deve exigir dos desenvolvedores de redes sociais um maior controle de acesso de seus usuários, criar métodos de cadastros mais rígidos em relação às informações, obrigando a utilização de documentos de identificação para se cadastrar, afim de identificar possíveis pedófilos e diminuir o acesso deles nas redes sociais.