Caminhos para combater os crimes de pedofilia na internet
Enviada em 03/11/2020
A obra literária “Lolita”, de Vladimir Nabokov, lançada na metade do século XX, conta a história do obsessivo Humbert, professor de meia-idade que da cadeia, à espera de seu julgamento por homicídio, narra, em um misto de confissão e memória, a irreprimível atração por Lolita, filha de 12 anos de sua senhoria. Analogamente, percebe-se que a realidade no século XIX não se difere muito da retratada na obra de Nabokov, mas uma nova tecnologia facilitou o cometimento desse crime: a internet. Com essa nova ferramenta, pedófilos do mundo inteiro conseguiram o anonimato das redes para cometer os crimes de pedofilia virtual, o que dificultou ainda mais o combate e a punição dessa perversidade.
Em primeiro lugar, no Brasil e no mundo, cresce o número de criminalidade na área digital, crimes esses que estão se popularizando a medida que a rede se expande e torna-se de fácil acesso para todas as pessoas, inclusive crianças e adolescentes. Logo, o abuso sexual infantil, denominado pedofilia, é praticado contra jovens de diversas idades através da internet, à luz do Estatuto da Criança e do Adolescente, violando assim, o artigo 241, cuja a detenção é de dois a seis anos e multa. Dessa forma, o pedofilia tem avançado junto a internet, os pedófilos aproveitam-se e criam perfis falsos com linguagem de fácil entendimento e confiança das vítimas.
Ademais, essa conduta delituosa não tem apenas papel de satisfazer pessoas que se sentem compelidas a abusar de crianças, como também, quem possui o intuito de lucrar estimulando redes de pedofilia a se proliferar através da pornografia infantojuvenil, principalmente, na Deep Web, na Dark Web e no anonimato que as redes sociais proporcionam atualmente. Por fim, a pena para esse tipo de crime ainda é considerado muito baixo para sua gravidade e crueldade, uma vez que o trauma conferido as vítimas é gigante, segundo psicólogos em entrevista para a CNN News. Não obstante, esse problema além de ser da área criminal e social pode-se tornar um problema de saúde pública, em especial na saúde mental de crianças e adolescentes.
Portanto, a fim de se combater os crimes de pedofilia na internet, Nelson Mandela afirma que a educação é a arma mais poderosa que alguém poderá usar para mudar o mundo, dessa maneira cabe ao Ministério da Educação - responsável pela difusão da educação pelo território nacional -, por meio de sanções, incluir na grade curricular obrigatória de escolas de ensino fundamental e médio, aulas e palestras sobre educação sexual e digital, com professores de biologia, profissionais da área da tecnologia e psicólogos. Outrossim, pais e familiares próximos de crianças e adolescentes, devem manter conversas frequentes à respeito do perigo da internet e também monitorar as redes sociais e pesquisas desses jovens no meio virtual, de modo à oferecer maior proteção aos filhos e parentes.