Caminhos para combater os crimes de pedofilia na internet
Enviada em 03/11/2020
A banda brasileira Titãs lançou, em 2014, uma música que popularizou-se no Brasil: “Pedofilia”. Tal canção reflete sobre os dilemas enfrentados por uma jovem que, após ser persuadida e manipulada pelo agressor, se torna vítima de abuso sexual. Fora da ficção, é notável que o Estado encontra dificuldades em combater esse malefício, devido ao grande índice de abusos infantis durante a última década. Portanto, é válido afirmar que o negligenciamento dos pais perante à essa situação somado a falta de debates na sociedade corroboram para a perpetuação desse quadro.
Em primeiro plano, cabe analisar a quantidade de pais que expõem seus filhos nas redes sociais o que, consequentemente, apresenta um risco à segurança dos menores. Paralelamente a isso, o Código Penal nacional prevê que é direito da criança ou adolescente serem protegidos por seus familiares contra qualquer tipo de exploração ou violência. Entretanto, no âmbito virtual tornou-se comum que os responsáveis legais exponham suas crianças por meio de fotos e vídeos, o que pode ser prejudicial as mesmas devido a grande quantidade de redes de pedofilia que captam essas imagens e compartilham entre si. Portanto, cabe ao Estado promover uma conscientização social sobre os perigos da exposição infantil na internet.
Em segundo plano, vale analisar que a sociedade brasileira carece de debates sobre a pedofilia o que, por conseguinte, facilita na perpetuação desse malefício. Segundo o poeta alemão Heinrich Heine, “todo o delito que não se converte em escândalo não existe para a sociedade”, ou seja, a falta de conscientização pública sobre a pedofilia faz com que a maior parte da população tornem-se ignorantes sobre o assunto e, consequentemente, não sabem como reivindica-lo. Dessarte, urge a extrema necessidade de debates sobre a temática em âmbitos escolares e no meio cibernético.
Em suma, é necessário que o Estado tome medidas preventivas a respeito da pedofilia no Brasil. Desse modo, o Ministério da Educação deve, em parceria com o poder midiático, investir verbas governamentais em debates gratuitos sobre a temática nos âmbitos de ensino, a fim de instruir os estudantes e seus responsáveis sobre esse malefício. Portanto, é imprescindível a contratação de profissionais qualificados, como psicólogos, para a realização dessas palestras, além de disponibiliza-los nas escolas, visando instruir os jovens sobre os riscos da pedofilia e estimula-los a denunciarem. Só assim esse cenário negativo poderá começar a ser prevenido na sociedade.