Caminhos para combater os crimes de pedofilia na internet

Enviada em 08/11/2020

No seriado norte-americano, Black Mirror, é retratado um adolescente que, após ter seu computador “hackeado”, é filmado consumindo material pornográfico envolvendo exploração sexual de crianças e adolescentes. Fora da ficção, essa narrativa se assemelha à realidade brasileira, haja vista a quantidade de casos de pedofilia nos meios digitais. Sob essa perspectiva, convém analisar a carência de políticas de combate ao crime, assim como a responsabilidade dos pais ou responsáveis pelo supervisionamento e orientação desses jovens.

O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê o direito à vida, à dignidade e à segurança a todos os jovens cidadãos. Entretanto, apesar da aprovação de leis, por parte do Estado, que asseguram esses direitos, ainda existem lacunas que colocam em risco a vida dessa classe juvenil. A exemplo disso, pode-se citar a sancionada lei que criminaliza a pedofilia no meio social e virtual,  mas que se observam falhas na fiscalização e nos programas de incentivo à denúncia. Nesse sentido, fica imprescindível a expansão de políticas públicas que visem a um controle maior da conjuntura atual, que direcionem, de forma eficaz, as atuações de combate ao problema.

Ademais, os responsáveis pela criança possuem um papel extremamente importante para o enfrentamento da situação, visto que dispõem de autoridade para a preservação da imagem do jovem, bem como de conscientizá-los em relação aos perigos da rede social. Prova disso é que, segundo o delegado federal Stênio Santos, os pais não estão tendo a noção do risco que a exposição descontrolada pode ocasionar. Com efeito, é indubitável que o cuidado sobre o que é compartilhado e o estreitamento dos laços familiares dificultam as ações dos agressores aos menores indefesos, a fim de frear tais abusos.

Desse modo, o governo, junto à mídia, deve ampliar as investigações contra os pedófilos, por meio da distribuição de maiores recursos para as instituições, além de promover campanhas de conscientização e orientação da população acerca do problema, com explicações de especialistas e com a divulgação dos canais de denúncia. Espera-se, com isso, garantir a segurança dos jovens, vítimas de tal atrocidade, na esfera nacional.