Caminhos para combater os crimes de pedofilia na internet

Enviada em 24/01/2021

Lançado na última década, o filme “Confiar” traz a narrativa de uma jovem de 14 anos que conhece um suposto adolescente pela internet. O perfil do rapaz, no entanto, estava sendo utilizado por um pedófilo, que consegue seduzir e sequestrar a jovem. Obras de ficção como esta não encontram-se tão longe da realidade. A facilidade para criar perfis falsos em redes sociais e a inocência de menores de idade contribuem para que o crime de pedofilia cresça e atinja mais vítimas. Sendo papel da polícia combater estes criminosos e evitar que crianças e adolescentes sejam enganados por indivíduos mal intencionados.

Inicialmente, um entrave para a captura de pedófilos que atuam na internet é a facilidade que estes têm para esconder códigos de IP ou qualquer outro meio que possa identificá-lo na rede. A criação de delegacias de crimes cibernéticos, na última década, veio para reforçar o combate da polícia neste sentido. Em um local virtual onde tudo é atualizado constantemente, se faz necessária a especialização da força policial, visando a diminuição da atuação destes criminosos na rede.

Outro desafio é a falta de instrução correta para o uso da internet dada pelos pais. No universo de ficção criado pelo filme “Confiar”, os pais da vítima nem ao menos sabiam que a jovem estava conversando com outro adolescente, contribuindo para que ela estivesse sozinha e vulnerável ao ataque do criminoso. Tal realidade relaciona-se com o conceito trazido pelo sociólogo Paulo Freire, quando este afirma ser a educação o único meio libertador para o indivíduo. Nessa situação, a falta da educação tecnológica pode levar ao êxito do crime praticado por pedófilos.

Portanto, para que o combate ao crime de pedofilia tenha sucesso, é preciso que os Ministérios da Justiça e Educação capacitem mais profissionais para atuar na captura destes indivíduos mal intencionados. Como a internet possui linguagem própria, são os agentes das delegacias de crimes cibernéticos os responsáveis pela administração de oficinas e cursos profissionalizantes à noite — horário livre para a maioria dos profissionais — com o objetivo de atualizá-los no combate à pedofilia online. Em adição, o Estado deve divulgar propagandas institucionais ratificando a importância do uso correto da internet por jovens, com postagens nas redes sociais para que a atuação de pedófilos seja reduzida, levando à maior segurança das famílias.