Caminhos para combater os crimes de pedofilia na internet
Enviada em 06/04/2021
A ascensão de Getúlio Vargas à presidência, na década de 30, contribuiu para coibir a exploração de grupos mais fragilizados com a proibição do trabalho infantil. Entretanto, hodiernamente, muitas crianças ainda são exploradas, visto que ocorrem vários casos de pedofilia no país. Tal fato deve-se, infelizmente, a negligência da família da vítima e a ineficácia do Estado em combater esse problema. Nessa perspectiva, convém citar a novela “O Outro Lado do Paraiso”, na qual a personagem Laura foi abusada na infância pelo padrasto. Porém, ela não obteve o apoio da mãe no momento que revelou o ocorrido. Dessa maneira, casos como o citado ocorrem diariamente no Brasil, dado que muitas crianças são exploradas sexualmente dentro da sua própria casa e, ao revelar para um parente, elas nem sempre são levadas a sério e por isso não obtém ajuda para saírem dessa situação. Como consequência, esses seres humanos crescem, geralmente, cheios de traumas e medos que dificultam o seu convívio social.
Em segundo plano, vale ressaltar que que a Constituição Federal garante o bem-estar e a segurança de todos. Contudo, esse direito não está sendo respeitado, pois o combate a pedofilia na nação não é eficaz. Destarte, as denúncias feitas por alguns indivíduos no “Disque 100” ou em delegacias são diversas vezes desacreditadas e tratadas com “mentiras de criança”. Logo, não são feitas investigações adequadas sobre o caso e o pedófilo dificilmente será preso. Devido a isso, a criança continuará submetida aos atos de tortura. Portanto, vê-se a necessidade de endurecer a fiscalização nessas ocorrências e prestar apoio ao denunciante, mesmo sem a presença de provas concretas.
Por tudo isso, é fulcral que medidas sejam tomadas para mudar esse cenário nefasto. Para tanto, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, organizar palestras nas escolas a fim de ensinar os pais a identificarem sinais de que o filho está sofrendo abusos e mostrar como eles poderão agir para socorrer a vítima. Dessa forma, as crianças poderão ser acolhidas e o causador no mal poderá ser punido. Com isso, a falta de amparo encontrada por Laura não ocorrerá com outras meninas e meninos.