Caminhos para combater os crimes de pedofilia na internet

Enviada em 01/11/2022

O filme americano “Confiar” mostra uma adolescente que foi enganada, abusada e estuprada por um pedófilo que conheceu nas redes sociais. Fora da ficção, a realidade apresentada não é diferente, visto que o combate à crimes de pedofilia na internet é, infelizmente, ineficiente. Isso ocorre tanto pelo descaso governamental quanto pela inaptidão da família perante o assunto.

Sob esse viés, ressalta-se que a lei 13441/2017 e o artigo 241 do Estatuto da Criança (ECA) reforçam a proteção infantil contra atos de pedofilia na Web. Todavia, de acordo com a pesquisa realizada pela Safernet, 1 em cada 5 crianças já foram vítimas da prática nas redes. Desse modo, a ineficiência governamental e de suas leis corroboram com a dificuldade em combater a atrocidade no país e prejudica, não só a sociedade, que conviverá com pedófilos, mas também a própria criança, que terá maior tendência a desenvolver depressão (22%), ansiedade (45%), medo(16%) e dificuldade em sociabilização (17%), segundo o site de notícias G1.

Além disso, a inaptidão da família perante a criminalidade no ciberespaço também impede os meios para tratar a pedofilia. Para o sociólogo Zygmust Bauman, em sua teoria sobre a modernidade, ações realizadas no social tornam-se fluidas e ignora-se detalhes importantes. Nesse aspecto, a insipiência da família associa-se a teoria na medida em que a não fiscalização aos detalhes impossibilita os meios para atuar contra a pedofilia. Segundo a coordenadora da Safernet, o jovem, muitas vezes, percebe os atos somente após chantagens e abusos, por isso, há necessidade do responsável para averiguar tal conduta. Um exemplo é do pedófilo, em Belo Horizonte, que obrigava vítimas, por meio de chantagem, a produzir conteúdo pornográfico.

Infere-se, portanto, que há necessidade do combate à prática de pedofilia na Internet. Por isso, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Educação e da Polícia Federal, criar palestras em escolas, fiscalizações e mapeamentos no ambiente virtual para reconhecimento do criminoso, pelos jovens e pelo Estado, a fim de cumprir o estabelecido na lei. Por fim, que a mídia, principal difusora de informações, crie propagandas para responsáveis zelar pela criança e evitar o ocorrido em “Confiar”.