Caminhos para conscientizar os brasileiros sobre a importância da saúde dermatológica
Enviada em 11/02/2025
A constituição brasileira de 1988 prevê, em seu atigo sexto, o direito à saúde. No entanto, muitos brasileiros tem se abstido desse direito até mesmo de forma inconsciente, uma vez que por falta de sabedoria e recursos, os cuidados dermatológicos fundamentais não são realizados. Por isso, deve-se analisar como a desigualdade social e a negligência estatal colabora com a persistência do problema na sociedade contemporânea.
Em uma primeira observação, é preciso ressaltar como a assimetria social é um dos principais fatores que geram essa abstenção da prática do princípio constitucional. De acordo com o site da rede de farmácias Drogasil, o valor médio de um protetor solar facial de boa qualidade e com um alto fator, varia entre quarenta e noventa reais. Explicitando como as classes inferiores tem um acesso muito mais restrito a esse tipo de produto, o que gera um alto risco de que haja o desenvolvimento de alguma doença devida a alta exposição a luz solar.
Ademais, é importante destacar como o descaso governamental serve de impulsionador para a manutenção da questão. Visto que, de acordo com uma pesquisa realizada pelo G1, apenas 13% dos entrevistados alegam terem visto algum tipo de propaganda feita pelo governo sobre o assunto, seja nas mídias, nos canais televisivos ou em cartazes e folhetos nas ruas. O que explica como o governo tem invizibilizado a problemática, não promovendo nenhuma forma de concientização para a sua população.
Diante do exposto, é dever do Poder Legislativo criar uma lei que obrigue a distribuição mensal de protetores solar no meses de verão, sendo eles o corporal e o facial, para pessoas que fazem parte do bolsa familia. Isso deve ocorrer por meio da distribuição pelas farmácias, tal como ocorre com alguns medicamentos disponíveis no SUS. Para que, os danos gerados pela falta de cuidados dermatológicos sejam reduzidos e o príncipio constitucional respeitado.