Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 27/10/2019

Em 2014, o Brasil saiu do mapa da fome, porém, em 2017, 5,2 milhões de pessoas sofreram com tal problema. Os caminhos para evitar que o país volte a esse mapa tem tido desafios. Duas esferas são a desigualdade social e a perda de produtos no campo.

A Constituição Federal de 1988 afirma que é direito dos cidadãos o acesso à alimentação. O fator da desigualdade social não tem ido de acordo com esse direito e impede que muitos tenham uma refeição e, ao mesmo tempo, saudável. Diversas pessoas, pela falta de dinheiro, não ingerem a quantidade mínima diária de calorias e consomem mais alimentos ricos em carboidratos, como o mingau de farinha de fubá, e pobres em vitaminas e proteínas, como verduras frescas, as quais costumam ser mais caras. Uma dieta a base somente dessas comidas não alivia totalmente a sensação de fome, além de não oferecer nutrientes necessários para a saúde e provocar várias doenças.

Cerca 60% dos alimentos são disperdiçados desde o campo até seu manuseio e transposte, segundo a Empresa Brasileira de Agropecuária. A perda de frutas e verduras ao longo da colheita e da sua distribuição se dá pela tecnologia insuficiente ou obsoleta. Os produtores da cadeia de valor recebem baixos preços e isso faz com que não consiguam investir em novas máquinas e serviços inovadores. Dessa maneira, sem inovações agrícolas para a perda de mercadorias, muitas pessoas sofrem com o desperdício.

Diante dos fatos mencionados faz-se necessário, a fim de que o Brasil não retorne ao mapa da fome, que as autoridades invistam na população. Esse por meio de reformas e criação de novos projetos sociais para extinguir a desigualdade social, como já ocorre em inúmeros países. É primordial também que dêem assistência aos agricultores, através de subsídios para destinarem às tecnologias atuais e treinamentos para aperfeiçoar os tratamentos da colheita até sua transportação.