Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 26/10/2019

Segundo o filósofo Bauman a sociedade contemporânea flui de acordo com o modo de produção que está inserida, o capitalismo, e esse, além de ser prejudicial para as relações interpessoais acaba criando abismos entre pessoas de classes socioeconômicas diferentes. Nessas conjunturas, o que há no Brasil hoje é o risco de voltar ao mapa mundial da fome, uma vez que grande parte da população vive abaixo da linha da pobreza. Dessa forma, o debate dos caminhos para evitar que o Brasil atinja esse ponto são imprescindíveis para uma possível dissolução do tema.

A princípio, cabe ressaltar o problema que o Brasil tem de desigualdade social, enquanto muitos vivem na miséria outros esbanjam ascensão social. Esse impasse acontece por vários fatores, como, contexto histórico brasileiro e principalmente a concentração latifundiária. O Governo não consegue distribuir igualmente as terras nacionais, o que acarreta o processo de marginalização dos indivíduos, aqueles que conseguem se sustentar permanecem nos núcleos urbanos e os que não gozam de tal medida vão para as margens das cidades.

Em segundo plano, vale notar que está previsto pela Constituição de 1988 que todo e qualquer cidadão tem direito à alimentação, visto que, é um direito social. Porém, o que de fato acontece é um país que não presta assistência alguma a saúde nutricional da sua população. Atualmente, em um país que se baseia economicamente no setor primário, não existem aulas e nem debates que abordem o quão importante os alimentos agrícolas são para a nutrição humana. Desse modo, incentivar os brasileiros a consumirem produtos do campo é uma forma de além de enriquecer suas fontes nutricionais, fazer com eles gastem menos dinheiro com esses produtos.

Portanto, concluí-se que existem muitos caminhos para que o Brasil não volte ao mapa da fome, mas algumas medidas são requeridas. Em primeiro lugar, cabe ao Governo,como autoridade máxima e órgão mediador,  promover por meio de leis a redistribuição das terras do Brasil a fim de acabar com a concentração latifundiária. Segundamente, cabe ao Ministério da Saúde e o da Educação, promoverem juntos campanhas em escolas, rádios, televisões, que abordem a saúde nutricional e a sua importância, a fim de levar esse conhecimento a todas as pessoas. Assim, proporcionando uma alimentação saudável e com poucos custos à todos aqueles que não podem pagar por ela.