Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 08/10/2019
Promulgada pela ONU, em 1948 a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os cidadãos o direito à alimentação. Entretanto, devido à falhas governamentais, como a falta de verbas para a questão alimentícia e a ausência de investimentos nas áreas de saúde e economia, uma parcela da população não desfruta desse recurso na prática. Em decorrência disso, diversas consequências são acarretadas, como o retorno do Brasil ao mapa da fome e o aumento da desigualdade social, situações essas que colocam muitos indivíduos em um cenário de extrema vulnerabilidade.
A priori, faz-se necessário pontuar que, de acordo com José Graziano da Silva - diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura - há uma enorme possibilidade de o Brasil voltar a ter fome como um de seus problemas crônicos. Tal dado reflete um quadro preocupante, já que há uma grande relação entre o crescimento econômico e o aumento de situações sub alimentícias. Nesse viés, sabe-se que o cenário socioeconômico brasileiro está sendo afetado de maneira drástica, e isso proporciona o acréscimo no numero de subnutrição, já que sem uma fonte de renda, muitas pessoas não têm como se sustentar e acabam a sofrer as consequências de forma brusca, não garantindo, assim, sua segurança alimentar e nutricional.
A posteriori, é válido salientar que, segundo dados do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - em 2014 o Brasil tinha cerca de 7 milhões de pessoas em situações de vulnerabilidade extrema, e esse dado cresce de maneira vertiginosa. Esse cenário é alarmante, pois a fome está diretamente relacionada à pobreza e ao quadro do desemprego. À vista disso, nota-se que essa abjeta realidade se agrava e as populações mais pobres são as mais afetadas, devido à ausência de renda e de benefícios que ajudem a reverter essa conjuntura. Em decorrência disso, o índice de desigualdade social cresce de maneira exponencial, fazendo com que a fome venha a se tornar um problema crônico na sociedade hodierna.
Portanto, medidas são necessárias no que tange ao deplorável cenário de fome no Brasil. Dessa forma, urge que o Governo Federal aumente os investimentos para reduzir essa problemática, por meio de uma maior destinação de verbas para a adoção de políticas públicas, com a finalidade de garantir a distribuição de alimentos em áreas mais carentes, promovendo, assim, uma reversão da desigualdade social vigente nos dias atuais. Ademais, cabe a todas as nações, por meio de conferências, a criação de programas coletivos que aumentem os índices de pessoas no mercado de trabalho, para que assim, todos os cidadãos possam ter direito à alimentação. Desse modo, o Brasil evitará o retorno ao mapa da fome e dará jus ao direito de segurança alimentar contido em sua Constituição.