Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 31/10/2019

“O importante não é viver, mas viver bem”. Segundo o filósofo Platão, o bem-estar social é tão importante quanto o próprio ato da existência. No entanto, no Brasil hodierno, apesar dos crescentes avanços na qualidade de vida, o país ainda teme voltar ao mapa da fome. Isso se deve, sobretudo, a fatores sociais e econômicos que assolam o país. Em face disso, é de fulcral importância a atuação do Estado a fim de solucionar a problemática.

Em primeiro lugar, cabe apontar os percursos sociais a serem seguidos com o fito de erradicar o impasse. Por conseguinte, segundo a Revista Guia do Estudante, o Brasil reduziu a pobreza extrema em 25,5% em 1990 para 3,5% em 2012, o que ratifica um grande avanço social nesse setor. Porém, em meio a crises como a de 2014 e o consequente aumento do desemprego estrututal, o poder aquisitivo da população vem diminuindo e trazendo a possibilidade do aumento da miserabilidade em larga escala. Desse modo, doenças relacionadas à desnutrição e subnutrição se tornam um problema de saúde pública que abalam a socieade, suscitando medidas para frear o percalço. Nesse sentido, é notório que a máxima de platão ainda não é uma realidade brasileira,vito que programas sociais como o Bolsa Família e Fome Zero, criados pelo Governo Federal, não foram capazes de erradicar o impasse, o que suscita que medidas alternativas de desenvolvimento social precisam ser postas em prática para mudar tão cenário.

Em segundo lugar, é válido destacar os entraves econômicos que devem ser alterados na dinâmica atual. Nesse enfoque, acontecimentos paradoxais como a Revolução Industrial e a Revolução Verde, envoltos por uma produção qualificada e massificada, não foram suficientes para extinguir o panorama da extrema pobreza na nação verde-amarela. Ademais, tal engendramento culminou no fenômeno da concentração de renda nas mãos de poucos mediante o enriquecimento dos que estão no topo da hierarquia industrial. Assim sendo, é evidente a escassez de políticas públicas que são de extrema importância para mudar o cenário contemporâneo e tenham o intuito de fazer com que os índices de pobreza continuem sendo diminuídos ao dar mais oportunidades de educação e emprego.

Diante disso, é imperioso que o alternativas criativas sejam aplicadas a fim de resolver os respectivos percalços. Desse modo, é dever do Estado em parceria com o Ministério do Trabalho, mediante sua Receita Federal, oferecer subsídios às empresas industriais que forem capazes de criar mais postos de trabalho que possam diminuir em larga escala o desemprego recorrente da globalização, com o fito de que os mais carentes tenham oportunidades de trabalho e possam sair da miséria. Dessa forma, o país viverá um bem-estar social que orgulhe o pensamento platônico.