Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 10/04/2020

A questão do combate ao retorno do Brasil no mapa da fome é caracterizada pela discrepância da distribuição de renda brasileira, consequência de uma má gestão pública que inviabilizou o crescimento econômico de muitos brasileiros. Por conta disso, a população pobre vive assolada pela escassez de alimentos. Tal problemática torna-se ainda mais grave quando aliada a fatores climáticos, caso do Nordeste. Assim, ações que visem o estabelecimento da isonomia social são essenciais.

A priori, cabe ressaltar que a péssima administração política no país é fator primordial para a existência desse problema. Conforme Montesquieu, a corrupção dos governantes tem por origem o corrompimento dos seus princípios. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, tal afirmação torna-se verdadeira haja vista os inúmeros escândalos políticos no país, que reforçam a perversa concentração de riquezas – potencializadora do processo de empobrecimento da maioria populacional. Além disso, as insuficientes políticas assistencialistas como a Fome Zero e o Bolsa Família apenas perpetuam essa condição, pois criam uma condição de dependência aos seus beneficiários.

Em consonância a problemática, dados do IBGE demonstraram que todos os estados do Nordeste estão com média de pobreza acima da média nacional que é de 23,5%. Na obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, o autor expressa dramaticamente a situação de vulnerabilidade social vivida pelos personagens nordestinos ali retratados. Similarmente à ficção, dados socioeconômicos de todo o país deixam explícito a forte influencia climatológica nordestina frente ao desenvolvimento sociocultural da região, pois com a falta de água, torna-se difícil o desenvolvimento da agricultura e pecuária. Dessa forma, a seca provoca falta de recursos econômicos, gerando fome e miséria no sertão nordestino. Ademais, com o intuito de combater a volta do país ao mapa da fome , faz-se necessário que a Controladoria-Geral da União, em sinergia ao Congresso, mudarem a dinâmica de concentração de riquezas através taxação de grandes fortunas ao mais ricos, a fim de diminuírem a disparidade salarial brasileira. Semelhantemente, necessita-se que o Ministério da Agricultura promova a reforma agrária, com o intuito da inserção  das famílias sertanejas no cultivo familiar,contribuindo de maneira eficiente  no combate ao regresso brasileiro frente à fome mundial.