Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 12/04/2020
Gerando a solidariedade espontânea .
O problema da fome no Brasil nunca teve sua devida importância. No período colonial brasileiro, os escravos não tinham grande acesso à comida, a sobrevivência se dava por restos de seus superiores e muitos morriam por conta da fome. Hodiernamente, o panorama brasileiro é nefasto, no qual milhares de pessoas ainda continuam morrendo por falta de alimentos todos os anos, indubitavelmente, pela má distribuição e pelo desperdícios dos detentores do grande acesso alimentício. Medidas devem ser estudadas para mitigar esses problemas que causam um retrocesso na sociedade brasileira.
No filme “O Poço”, que se passa em uma prisão vertical, é dado aos prisioneiros um grande banquete que é capaz de alimentar todos os níveis, mas cada prisioneiro só pode comer quando a mesa passa pelo seu nível. No entanto a comida não chega a todos, as pessoas dos níveis superiores comem deliberadamente sem pensar nas dos níveis inferiores, fazendo com que apenas os primeiros níveis consigam se alimentar e as pessoas abaixo morram de fome. A série retrata um exemplo nítido da falta de empatia e pela má distribuição de alimentos, que é possível comparar com o cenário brasileiro contemporâneo, no qual os alimentos só chegam para as camadas mais altas da nossa sociedade, enquanto isso, as classes baixas morrem de fome, deixando claro que não existe a preocupação de fazer uma distribuição alimentar igualitária no país.
Ademais, vale ressaltar que o desperdício de alimentos atualmente é exorbitante. Os maiores índices são presentes em cidades mais nobres, esse desperdício justifica que a má distribuição impacta diretamente na fome. É um problema claro que a população tenta não enxergar, como diz a letra da música “Toda forma de poder” do cantor Humberto Gessinger: “É tão fácil ir adiante e esquecer que a coisa toda ’tá’ errada” . Nessa óptica, as pessoas não vêem que, o desperdício dos detentores ao acesso alimentar, poderia salvar uma pessoa que não tem acesso ao mesmo.
Depreende-se, portanto, que medidas dever ser tomadas para resolver esses entraves. A união do governo com a população e com empresas se faz imperiosa para realização de projetos que visam o impedimento do aumento na fome no Brasil. O Estado por sua vez, especificamente o Ministério da Saúde, deve promover ações sociais, por intermédio de doações da população - promovendo a conscientização dos efeitos do desperdício alimentar - e empresas alimentícias, que levem alimentos e cestas básicas para os bairros mais pobres dos estados brasileiros, afim de proporcionar a redução da fome no Brasil, trazendo uma melhor distribuição alimentar no país e como efeito político-social, retirar o Brasil do mapa da fome.