Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 21/04/2020

No filme espanhol “O Poço”, prisioneiros são confinados em uma torre vertical e apenas podem se alimentar dos restos da comida do nível de cima. Na narrativa, fica clara a  disparidade do luxo dos primeiros andares comparada à miséria dos últimos, semelhante à realidade. Fora do mundo distópico, os caminhos para evitar crises de fome no Brasil se vêm, de fato, atrelados tanto à  desigualdade social, quanto da má gestão do governo.

Sobretudo, é indispensável complementar que a boa distribuição de renda é um fator vital na desenvolvimento de um País. Atualmente, ocupando a 9ª posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de repartição financeira eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na instabilidade financeira da população, causando também a incerteza de alimento diariamente de  muitas famílias, cerca de 6,3 milhões de pessoas, de acordo com dados divulgados pela FAO.

Ademais é de extrema importância acrescentar que segundo a constituição federal de 1988, é dever do estado garantir a alimentação de sua população. Entretanto isso não se reflete na realidade, uma vez que cerca de 3% da população brasileira passam fome com base no relatório da FAO. Portanto, fica claro de que o governo tem a obrigação de garantir comida para toda a sua população. Contudo, a baixa atuação dos setores estatais , afeta à criação de mecanismos que controlem tais recorrências, essas que devem ser corrigidas urgentemente.

Dessa forma, medidas possíveis são necessárias para conter o avanço dessa problemática. Logo com a finalidade de reduzir a fome no Brasil, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por meio do Ministério da Cidadania, será revertido em melhorias na alimentação dos necessitados, pela criação de uma ajuda emergencial de alimento, a qual disponibilizará 1 cesta básica aos mais carentes.