Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 09/06/2020
A Segunda Guerra Mundial caracterizou-se por um conflito bélico por razões políticas e ideológicas no século XX, no qual se observou um intenso cenário pós guerra de miséria e fome na Europa, em razão dos conflitos armados e do excessivo uso de recursos durante o período. Nesse sentido, hoje, apesar do ideário pós guerra presente no contexto histórico, a situação brasileira encontra-se de forma análoga, quando observado a realidade de pobreza e fome. Desse modo, o aumento da fome na sociedade brasileira do século XXI é prejudicial ao avanço da nação e ao desenvolvimento do indivíduo.
Em primeira análise, cabe discutir que o aumento da problemática é decorrente da carência de assistência social destinada à parcela menos favorecida economicamente da população. Esse fato é comprovado quando se observa a carência de investimentos governamentais, no que tange a assistência dada a esse grupo, em virtude de uma ausência de representatividade no âmbito político-social. Por conseguinte, notam-se poucos projetos sociais voltados à reinserção na sociedade dessa camada, desencadeando a manutenção e permanência da situação de miséria dos indivíduos na realidade contemporânea. Sob essa ótica, o filósofo Habermas explicita que o problema da desigualdade social é decorrente da falta de representatividade dos grupos sociais minoritários, o que reforça a notoriedade de medidas sociais, de modo a reverter essa realidade.
Ademais, deve-se salientar que o aumento da fome é decorrente da má qualidade da educação pública. Isso é evidenciado, pois existe uma inacessibilidade dessa camada a uma formação digna, a exemplo de um ensino superior gratuito e de qualidade, em função da escassez de recursos governamentais direcionados ao setor educacional. Por efeito, desenvolve-se obstáculos na inserção no mercado de trabalho desse grupo social em questão, impedindo a ascensão socioeconômica dos indivíduos. Sob esse prisma, o sociólogo Durkheim explicitava o essencial fato de que uma sociedade encontra-se desorganizada, quando uma de suas instituições sociais fica fragilizada, a exemplo da educação, o que contrasta a vital importância de um setor educacional de qualidade.
Torna-se evidente, portanto, que o avanço da situação de miséria é nocivo ao desenvolvimento humanitário brasileiro. Destarte, o governo federal deve promover projetos de assistência social, a partir da colaboração com ONGs, com o intuito de estabelecer auxílio financeiro e profissional, de modo que seja possível uma ascensão socioeconômica do grupo. Somado a isso, o Ministério da Educação deve elaborar um planejamento de investimentos, a fim de permitir um melhor uso de recursos e, assim, promover uma educação de qualidade. Com isso, a partir dessas medidas, poderá se criar uma realidade diversa da realidade pós Segunda Guerra Mundial.