Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 08/07/2020
Após a Idade Média e a crise da subprodução agrícola por causa das guerras e doenças, um dos maiores eventos alimentares da Modernidade foi a Grande Fome da Batata na Irlanda durante a Era Vitoriana. Nesse aspecto, ambos coincidem na não ajuda governamental para socorrer o povo, o que foi determinante para a persistência dos problemas humanitários ocorridos. Pelo exposto, urge analisar a importância do entendimento da correlação em como a pobreza pode levar a subalimentação e como o Estado pode amparar o país para evitar seu regresso ao Mapa da Fome.
Mormente, com a Pandemia do Corona Vírus, estima-se pela Organização das Nações Unidas (ONU) que ao menos meio bilhão de pessoas retornarão para pobreza no mundo. Segundo eles, ainda, para os países subdesenvolvidos, como o Brasil, por exemplo, pode haver um impacto de regressão de até 30 anos de desenvolvimento econômico. Além disso, devido as desigualdades já existentes, os pobres serão aqueles que mais empobrecerão, enquanto os bilionários estão enriquecendo mesmo em meio a crise, de acordo com a revista Forbes. Ou seja, as camadas mais vulneráveis facilmente sucumbirão a fome e haverá um aumento nas disparidades sociais.
Sobre essa perspectiva, a política Keynesiana foi de grande suporte para os Estados Unidos da América no pós-Segunda Guerra Mundial. Em suma, a intenção de John Maynard Keynes era o estado responder com emprego, bem-estar social e controle inflacionário às iminentes crises econômicas e sociais. De forma análoga, o Brasil, com o fito de extinguir a fome no início do século, adotou investimentos sociais, como o programa “Fome Zero”, a merenda escolar e o Restaurante Popular. Entretanto, com a persistência do problema no país, é essencial haver um replanejamento dessas intervenções para que aqueles não beneficiados plenamente sejam assistidos pelo poder público e possam sair da subalimentação.
Destarte, faz-se mister a implementação de políticas focais a regiões mais carentes no Brasil. Portanto, cabe ao Governo buscar, por meio de parcerias públicas e privadas, garantir emprego em locais isolados, fora dos centros urbanos, seja com infraestrutura ou implantação de indústrias, o que criaria polos de geração de renda em todo território brasileiro, como a Zona Franca. Além disso, como um acordo mutualístico, em benefícios das empresas, promover incentivos fiscais, uma vez que elas alavancam a economia regional. Em coalizão com o Ministério da Cidadania, no viés social, implantar centros de distribuição de cestas básicas em comunidades e em cidades com alto percentual de pessoas com subnutrição, além de incentivar a agricultura familiar em regiões mais isoladas do país. Desse modo, os brasileiros sairão da fome, terão qualidade de vida e renda para suas famílias.