Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 06/08/2020

Na obra literária “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, retrata-se a realidade de peregrinos nordestinos assolados pela fome na região. De maneira análoga, hodiernamente, nota-se que, apesar de o país ter saído do mapa da fome, a ausência de políticas assistências e a crescente desigualdade econômica configuram como óbices para o cenário nacional. Assim, cabe a análise dessa problemática para, então, propor soluções para dirimi-la.

Em primeiro plano, deve-se evidenciar o descaso governamental acerca da situação local como promotor desse empecilho. Consoante o filósofo contratualista Jean-Jacque Rosseau, o Estado é responsável por garantir direitos básicos para todos os cidadãos da nação. Sob essa ótica, observa-se a importância dos programas sociais como formas de mitigar a miséria em setores vulneráveis, promovendo, assim, o acesso à alimentação adequada.

Ademais, é imperioso citar que, em função das taxas desiguais de concentração de renda, parte da população não usufrui de seu direito básico. Por exemplo, dados do portal G1 ressaltam que cerca de 53% dos brasileiros vivem em pobreza extrema. Nesse viés, é notável como a distribuição desproporcional de recursos faz com que, apesar da quantidade de alimentos ser suficiente para o abastecimento de todos os habitantes, grande parte deles não alcancem esse benefício.

Diante dos fatos supracitados, é mister que providências sejam tomadas acerca do impasse. Convém, então, ao Ministério da Cidadania, por meio de verbas governamentais, a criação de projetos assistências que, através da destinação de cestas básicas periodicamente, garantam a chegada de alimentos para os setores carentes da população, com objetivo de manter o Brasil fora do mapa da fome. Somente assim, a realidade vista em “Vidas Secas” não irá representar a sociedade nacional.