Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 09/08/2020
O historiador Sérgio Buarque de Holanda postula a tendência brasileira de distanciar-se de seu próprio povo, apesar da cordialidade com os estrangeiros; hodiernamente, ratifica-se tal pensamento com a incapacidade de subsistência do mercado interno do país, que ainda sofre com a fome e a desnutrição. É fulcral, por conseguinte, a adoção de medidas parlamentares e ministeriais, objetivando a resolução da problemática mediante políticas públicas de desenvolvimento nacional.
Precipuamente, reitera-se a necessidade parlamentar no que tange à problemática nutricional. O filósofo australiano Peter Singer propõe a ética na destinação monetária em recursos humanitários; a elite burguesa, com o intuito de promover desenvolvimentos socioeconômicos, é moralmente obrigada a alocar recursos no combate às desigualdades da pátria, medida que, por intermédio da câmara legislativa, deve ser executada por emendas constitucionais, estipulando a taxação de grandes fortunas, a melhor redistribuição do capital e consequente mitigação da fome no Brasil.
Ademais, em consonância à instituição Banco Mundial de Washington, ratifica-se a imprescindibilidade de atuação estatal no ramo agrícola; o Estado Chinês, segundo dados do órgão, promoveu a saída de 800 milhões de pessoas do estado de desnutrição, recorrendo a isenções fiscais na produção e comercialização alimentícia de regiões impactadas pela fome. Nitidifica-se, outrossim, a atuação do Ministério da Agricultura Brasileiro, a fim de estimular economicamente regiões afetadas neste óbice e destinar terras sem função social à produção agrícola.
Infere-se, portanto, a impreterível atuação do governo federal no tocante a esta problemática; é incumbência legislativa, no âmbito constitucional, a promoção de leis que estipulem o imposto sobre patrimônios milionários, a fim de alocar recursos ao ministério público e transferi-los a iniciativas de combate à desnutrição; cabe ao Ministério da Agricultura, por sua vez, a iniciativa de estímulo às áreas escassas de insumos agrícolas, destinando as terras devolutas à produção e eximindo altos impostos da comercialização, visando o estabelecimento produtivo e comercial dos alimentos locais; Dessarte, promover-se-á a diminuição da fome nacional, o desenvolvimento socioeconômico do país e, além disso, aproximar-se-á as iniciativas políticas das necessidades de seu povo.