Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 21/08/2020

Assim que a ONU foi criada, em 1945, o debate sobre a fome ao redor do mundo se tornou mais corriqueiro. No Brasil, esse foi o ano de reencontro com a democracia e de uma nova visão sobre as políticas sociais, que até então estavam em desfoque. Nesse contexto, é possível analisar que tais medidas estão sendo negligenciadas novamente e os caminhos para evitar que o país volte ao mapa da fome são: a desconcentração de renda e a geração de empregos.

Em primeira análise, tem-se que a concentração econômica sempre foi algo muito presente na realidade do brasileiro, o que explicita as desigualdades enraizadas. De acordo com Sartre, a única determinação do ser humano é ser livre, fato esse que é dificultado pela condição em que ele se encontra e pela dependência de ações afirmativas que não resolvem o problema, só minimizam. Dessa forma, fica evidente que o Estado protela o bem-estar da classe mais pobre e isso recai nocivamente tanto sobre essa camada quanto sobre ele mesmo.

Em segunda análise, pode-se alegar que um dos  fatores pelo qual a População Economicamente Ativa (PEA) tem diminuído ao longo dos anos é a falta de vagas em empregos sem tantas restrições corporativas. Segundo Karl Marx, por meio do trabalho, o homem, pode modificar sua realidade, pois é com a oportunidade que se consegue mudar a vida de má qualidade que o Brasil oferece aos seus cidadãos. Desse modo, é necessária a reformulação dessas esferas que apenas retardam os avanços sociais e econômicos de grande importância na escala nacional e global.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade do Órgãos Municipais se juntarem para elaborar medidas precisas quanto à realidade de cada cidade, e que elas tenham como princípio a inserção de um grande número de pessoas no mercado de trabalho. Isso pode acontecer por meio da criação de um departamento responsável somente em resolver essa problemática a curto e médio prazo, como forma de focar em um objetivo que é muito importante para  o crescimento do país. Espera-se, com isso, melhorar a questão do emprego e renda ainda vigente e, assim, diminuir a probabilidade de o Brasil voltar ao mapa da fome.