Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 28/08/2020

Desde os anos 90, a FAO elabora anualmente um esquema chamado “mapa da fome”, este apresenta praticamente, um valor quantitativo em relação a situação da segurança alimentar dentro de regiões. Como limite estipulado, o país deve apresentar um valor inferior a 5% no resultado diagnóstico desenvolvido e apresentado pela FAO, onde este valor é dado pela relação entre pessoas em situação de risco a segurança alimentar e, pelo número total de habitantes do país ou da região analisada. Em 2014, o Brasil, conseguiu sair do mapa da fome, a frente deste fato temos duas opções, acabar com a fome ou voltar ao mapa por uma falta de organização no pós-crise.

Já sendo considerado o pior desempenho desde a crise americana de 1929, o Fundo Monetário Internacional(FMI) projeta a partir de pesquisas relacionadas a economia mundial que dos 193 paises uma média de 154 apresentarão recúo em suas atividades econômicas, causando uma desestabilização de todo o mercado de trabalho. As pessoas das classes mais baixas foram os mais afetados com essa desestabilização, onde muitos perderam seus empregos em consequência das empresas onde trabalhavam falirem ou por conta de uma necessidade imediata de reduzir custos para que não precisem fechar suas portas.

Dentre o contexto apresentado, deve-se valorizar o trabalho das Organizações Não Governamentais(ONGs) que com pouco auxilio fazem um trabalho essencial para diversas famílias. Levam consigo frases inspiradoras, que dão às pessoas, esperança, esperança de que um dia as coisas melhorarão. Livrando muitas pessoas de condições extremas, as ONGs deveriam ser mais valorizadas.

Contudo, o que pode ser feito para que a economia volte a crescer, para que todas essas pessoas de baixa renda voltem a ter seus empregos e para que as ONGs recebam uma verba adequada? Assim, podemos destacar a retomada da agenda de reformas, seria uma solução para o crescimento sustentável, mesmo com uma situação econômica pior, com o desemprego mais elevado e perda do poder de compra. Isto, juntamente com uma PEC Emergencial, que permitiria, entre outras ações, congelar salários do funcionalismo público. Também reformas administrativas e tributárias, tal ação que segundo Solange Srour, economista-chefe da ARX Investimentos, livraria-nos de cometer o mesmo erro que cometemos no pós-crise de 2008 onde continuamos expandindo o fiscal, desustrurando a economia. Caso a PEC Emergencial for aprovada, pode-se pensar em uma mudança no teto de gastos, abrindo espaço ao investimento público, dando fôlego adicional às atividades econômicas, abrindo possibilidade do auxílio de ONGs. Com essas atitudes tomadas, a fome seria mais facilmente acabada.