Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 27/08/2020
Em 2014, o Brasil deixou os países que faziam parte do Mapa da Fome- os quais têm mais de 5% da população ingerindo menos calorias do que o recomendado-, entretanto, nestes últimos anos, nosso país tem caído posições no ranking, causando tensão entre as entidades da sociedade civil e a atenção da ONU, a qual faz campanha pela segurança alimentar.
Observa-se que o Brasil já esteve uma vez no ranking necessitado do mapa da fome e conseguiu se reerguer, porém, com retrocessos do governo do Temer a pobreza voltou a crescer. Como se já não bastasse o desemprego e a falta de recursos financeiros para a compra de alimentos, ainda tem sido feito cortes nos programas da Bolsa Família e de Aquisição de Alimentos, o que pode causar a recolocação do país no mapa da fome. A preocupação sobre a volta, em maior massa, da fome se tornou mais evidente em 2017 quando foi revelado que o Brasil havia caído treze colocações no Índice Global da Fome, posicionando o mesmo em trigésimo primeiro lugar entre 199 países, com a pontuação de 5,4, valor considerado abaixo. Mas em 2018, a fome foi diminuída em parte, resultando a pontuação de 8,5 pontos (ainda considerado “baixo”).
Ainda assim o Brasil tem condições e capacidade de alimentar bem o país inteiro, contudo, em torno de 13,5 milhões de brasileiros não têm renda o suficiente para comprar uma cesta básica. A situação fica mais agravante quando estima-se que a cada cinco minutos uma criança morre de fome no Brasil. Outros aspectos relacionados a isto são: a desigualdade social, a monocultura para exportação e a nutrição animal, são apontados como meios que impedem o acesso de todos ao alimento, principalmente os camponeses nordestinos que passam por períodos de seca.
Para que o Brasil não volte a cair no ranking, entrando novamente no mapa da fome da ONU, o governo deve propor a conscientização da população sobre o assunto, abrindo e apoiando campanhas contra o desperdício e a fome, assim como a campanha da FomeZero da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura).