Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 29/08/2020

Seguindo as premissas da Constituição Federal, a igualdade e liberdade são direitos fundamentais dos cidadãos. Apesar dessa afirmação dever ser aplicada no contexto brasileiro, ela não é concreta e efetiva no tocante do tema da fome que atinge a população. As premissas não são sistematicamente totalmente garantidas por parte dos órgãos governamentais devido a falta de políticas públicas que proporcionem melhor educação, trabalho de qualidade e oportunidades.

Apesar do Brasil já ter saído do mapa da fome mundial, é provável que o pindorama volte a se apresentar por estes percentuais, visto que a taxa de desemprego, um fator determinante neste tópico, durante a pandemia de Covid-19 é cada vez maior, segundo o IBGE, subiu a 13,3% no trimestre de junho, 6,9% maior em relação ao mesmo período ano passado. Outro fator que exerce grande influência na fome é a taxa de pobreza, (9,5% segundo estimativa da ONU, comparada com 5% do ano passado) que ao mesmo tempo se entrelaça com desemprego, ou com a baixa qualidade de trabalho, que por fim reflete a baixa qualidade de ensino e de educação do país.

É fato que a educação brasileira peca em diversos aspectos e não prepara o futuro empregado para o mercado de trabalho. Em meio a um mercado mutante, o setor técnico é o que mais se destaca em proporções futuras, será o setor que mais gerará empregos, graças ao avanço tecnológico. Mesmo a nova geração sendo a primeira a se preparar e ambientar perante as novas tecnologias, não é o suficiente, a escola deveria preparar os mesmos para disputarem vagas e manusearem a modernização e inovação.

Enquanto o governo não tem base ou condições para reformar ou ampliar a qualidade de educação do país, projetos como Fome Zero ou Bolsa Família deveriam ser revisados e impulsionados por parte do Estado, mesmo com algumas irregularidades ou transtornos políticos.

Fica evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas e permanecer ao longo dos mandatos para auxiliar o combate a fome no território brasileiro. O governo deve ampliar investimentos em áreas como educação, visando melhorar a qualidade de mão de obra e de emprego para assim remediar a agropecuária (maior setor brasileiro) com o setor técnico, crescente setor no cenário brasileiro. Além de estimular o mercado a abrir novas vagas e dar oportunidade para a população. Sem dúvidas, a taxa de desemprego, a de pobreza e a de fome cairia perante ao avanço da sociedade.