Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 14/09/2020

Segundo a Constituição Federal de 1988, é direito de todo cidadão ter as condições mínimas de sobrevivência, entre elas, a alimentação. No entanto, apesar do Brasil ter dado um grande passo saindo do mapa da fome e garantindo esse direito a mais pessoas, a fome ainda está presente. Nesse contexto, é necessário analisar as causas da fome, como o desemprego e a falta de engajamento estatal, para que o retorno do país ao mapa da fome seja evitado.

Em primeira análise, é válido ressaltar que o desemprego sempre foi um dos principais agentes causadores da fome no mundo. Nesse cenário, o Banco Itaú fez uma pesquisa com o número de desempregados em 2020, na qual foi observado que a taxa desemprego irá subir aproximadamente 1,7% até 2021. Dessa forma, mais pessoas encontrarão dificuldade para ter uma renda necessária para a própria alimentação.

Além disso, de acordo com o Hegel, é dever do Estado proteger seus filhos, obrigação essa que não é cumprida com excelência, uma vez que muitos ainda passam fome e não são ajudados por órgãos estatais. Nesse sentido, Marx, em sua tese, diz que o estado prioriza os interesses das classes dominantes em detrimento das minorias. Desse modo, as pessoas com necessidades nutritivas são a minoria, se tornando invisíveis aos olhos do Estado, sendo negligenciadas.

É inegável, portanto, a necessidade de continuar combatendo as causas da fome no país. Desse modo, o cabe ao Governo, em parceria com o Ministério da Economia, criar medidas para mitigar o desemprego e dar suporte aos indivíduos em condições de miséria, por meio da ampliação do seguro-desemprego, do aumento no número de beneficiários do Bolsa Família e do oferecimento de incentivos às micro e pequenas empresas, a fim de diminuir as principais causas da fome. Assim sendo, os direitos do cidadão, segundo a Constituição, serão enfim alcançados.