Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 18/09/2020
Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratada a história de uma sociedade perfeita, sem problemas sociais. Entretanto, ao analisar-se o cenário brasileiro, pode-se perceber que tal obra é apenas ficção, porquanto milhares de pessoas sofrem diariamente por não terem o que comer. Esse triste e lamentável fato é decorrente da ineficácia estatal, aliada à falta de interesse populacional em capacitação profissional.
A priori, é válido destacar que a absurda e inaceitável inércia governamental para criar e ampliar mecanismos de combate à fome é um fator determinante para a problemática, dado que, sem amparo governamental, a sociedade fica à mercê de sua própria sorte. Sob essa ótica, é possível afirmar que os dados divulgados, em 2020, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os quais afirmam que, em 2018, mais de 10 milhões de pessoas não tiveram o que comer, comprovam a responsabilidade do governo na volta do Brasil ao mapa da fome.
Outrossim, a estarrecedora falta interesse de capacitação profissional de parte da sociedade brasileira é outro contribuinte para que a fome cresça no país, dado que, sem qualificação profissional, os indivíduos se sujeitam à trabalhos informais, com baixos salários e que, muitas vezes, esses baixos salários sequer dão para comprar alimentação. Tal afirmação pode ser evidenciada pelas informações divulgadas, em 2017, pelo portal G1, as quais afirmam que cerca de 74% dos brasileiros não procuram por cursos de qualificação.
Diante do exposto, o governo federal deve investir para retirar o Brasil do mapa da fome, por meio do aumento e ampliação do número de beneficiários de programas sociais, como o Bolsa Família, a fim de garantir a subsistência dos indivíduos contemplados. Além disso, deve vincular campanhas nos meios de comunicação, rádio e televisão, sobre a importância da qualificação profissional na vida das pessoas, com o fito de erradicar a fome e permitir que a obra de Thomas More se torne realidade.