Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 30/10/2020
“Paz, pão e terra” foi o principal lema difundido por Lenin para atrair apoio popular durante a Revolução Russa. Nesse contexto, ele conquistou grande parte da população que passava fome por conta da guerra. Porém, no Brasil contemporâneo, um século depois e sem Guerra Mundial, a fome é fruto do desperdício e da enorme desigualdade do país.
A princípio, cabe destacar que há bastante alimento disponível, mas não bem distribuído. Segundo Achim Steiner, diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), há comida suficiente sendo produzida para alimentar toda a população mundial, o problema está nos 40% que são desperdiçados. Nesse âmbito, é válido ressaltar a quantidade de alimentos que são jogados fora, como restos de restaurante, mercadorias vencidas e colheitas mal sucedidas. Sendo assim, por falta de valorização e reaproveitamento, comidas vão para o lixo enquanto poderiam estar alimentando a população.
Como consequência, a população de baixa renda é que mais sofre seus efeitos. De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 10,3 milhões de cidadãos passam fome no país. Tal fato se deve a ação de grandes corporações alimentícias, que tendem a produzir o máximo visando o lucro para sustentar o sistema capitalista vigente. Dessa forma, o problema está na distribuição de tais alimentos, em que os preços são pouco acessíveis a uma parcela da população: moradores de rua e pessoas na extrema pobreza. Sendo assim, enquanto o dinheiro for mais importante que vidas humanas, o problema se agravará.
Dessa forma, é evidente que o desperdício somado à desigualdade social agrava a questão da fome no Brasil. Sendo assim, para mudar a atual conjuntura, é necessário que o Ministério da Cidadania, em parceria com os mercados locais, atue no combate à falta de alimentação da população mais carente, por meio da criação de restaurantes populares que vendam alimentos próximos da data de vencimento e com valores acessíveis. Assim, a fim de que mais pessoas possam se alimentar corretamente, espera-se frear o problema da fome no Brasil.