Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 12/11/2020
O mapa da fome é uma pesquisa organizada pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), a qual visa combater a fome e promover uma ampla distribuição alimentícia para todos. Atualmente, o problema da fome no Brasil decorre, principalmente, do baixo crescimento econômico e do alto índice de desemprego. Além disso, a falta de programas alimentícios aos mais humildes e o corte de verbas são agravantes da ascensão da fome brasileira, uma vez que há famílias com rendas extremamente baixas, o que impossibilita a compra de alimentos.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar o baixo crescimento econômico e o alto índice de desemprego como principais causadores da fome no Brasil, visto que impossibilitam a compra de alimentos. Segundo o site “Época Negócios”, há cerca de quatorze milhões de desempregados no Brasil. Sendo assim, o número de desempregados, o qual decorre do baixo crescimento econômico, resulta na ascensão da fome brasileira, já que impossibilita o acesso aos alimentos e promove o ingresso do Brasil no mapa da fome.
Cabe salientar, em segundo plano, que a falta de programas alimentícios para as populações carentes e o corte de verbas são responsáveis por agravar a situação da fome no Brasil, visto que há famílias dependentes desses recursos. De acordo com uma pesquisa realizada pelo portal “Globo”, o Bolsa Família sofreu corte de 1,1 milhão e recursos utilizados para comprar alimentos de agricultura familiar e distribuir em áreas carentes tiveram 99% de corte. Com isso, famílias que dependiam dos recursos apresentados sofrem queda na qualidade de vida e passam a integrar o mapa da fome, uma vez que são privadas de boas condições alimentícias.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para diminuir a fome no Brasil e, consequentemente, evitar sua volta ao mapa da fome. Sendo assim, o Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos em conjunto com o Ministério da Saúde devem promover o arrecadamento de verbas destinadas diretamente para alimentar famílias carentes, o que deve ser feito por meio de um programa que destine uma porcentagem dos impostos arrecadados sobre alimentos para alimentar comunidades carentes e desempregados. Tal programa consiste em doar cerca de 5% de todos os impostos arrecadados sobre alimentos para famílias necessitadas e desempregados que não estão mais recebendo auxílio e estejam em busca de empregos. Espera-se, com essa medida, que o índice de fome no Brasil seja reduzido ou cessado, o que garante qualidade de vida à população e impede o Brasil de retornar ao mapa da fome.