Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 08/12/2020

De acordo com o conceito biológico, amensalismo define-se como uma relação desarmônica, na qual o indivíduo inibe o desenvolvimento de outro. Por analogia, a questão da fome manifesta-se de maneira similar, uma vez que ela inibe o crescimento do cidadão. Nesse sentido, entende-se o desafio para reverter o cenário, haja vista que forças externas, como o governo, não agem para enfrentar o problema, fator que realça necessidade de políticas públicas. Isso se deve à má distribuição de renda, bem como à ineficácia do estado.

Em primeira análise, a má distribuição de renda contribui para que a fome persista como um desafio na sociedade. Sob esse viés, ressalta-se o conceito utilitarista de Jeremy Bentham, o qual afirma que uma ação é boa, somente se ela atinge maior número de pessoas. Paradoxalmente, observa-se que má distribuição de renda é uma das razões primárias da fome, tendo em vista que a desigualdade impede que grande parcela da população consuma os alimentos, muitas vezes pelos altos preços dos produtos. Segundo o IBGE, a fome atinge, hoje, cerca de 10,3 milhões de pessoas, logo, reforça-se a necessidade das políticas públicas para reversão do cenário.

Em segunda análise, a ineficácia do governo é um dos desafios que prolonga fome no Brasil. Posto isso, ressalta-se que, embora a Constituição cidadã de 1988 garanta a todos os indivíduos o direito à alimentação, ela não é eficaz na prática. Dessa forma, nota-se que, mesmo que existam programas como o “Fome zero” e o “Bolsa família”, eles não são completamente eficazes, fazendo com que milhares de pessoas ainda permaneçam em condições de insegurança alimentar. Sendo assim, fica evidente a urgência de políticas públicas visando atenuar esse quadro.

Portanto, o Ministério da Economia deve desenvolver políticas para gerar emprego, por meio da criação de programas trabalhistas, os quais capacitarão os cidadãos para inserí-los ao mercado, gerando renda, com o intuito de amenizar as desigualdades, para que eles possam consumir os alimentos. Ademais, o Poder Legislativo, deve implementar políticas fiscalizadores, por intermédio da prestação de contas dos programas estabelecidos, visando a o cumprimento da lei. Somente assim, a fome deixará de inibir o desenvolvimento do indivíduo e passará a funcionar de maneira protocooperativa.