Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 10/01/2021

O escritor Gilberto Dimenstein, em “O cidadão de papel”, evidencia como, apesar da Declaração dos Direitos Humanos e das leis que regem o país, os direitos não são efetuados na prática. Sob esse viés, hodiernamente, o acesso à alimentação é visto como um privilégio, já que é alarmante o crescente número de indivíduos sem comida no Brasil. Isso se deve tanto pela grande disparidade monetária brasileira, quanto pelo descaso estatal. Desse modo, urge que medidas sejam tomadas.

Mormente, é imperioso ressaltar a acentuada diferença de renda nas diversas comunidades. Consoante o filósofo Rousseau, onde há grandes propriedades existem também grandes desigualdades. Nesse contexto, é marcante a discrepância econômica brasileira, que faz com que pessoas de baixa renda não tenham suficiente acesso à alimentação. Assim, a fome assola grande parte da população, especialmente as periferias e favelas, que abrigam os indivíduos mais carentes.

Ademais, vale salientar a insuficiência de atenção estatal sobre essa problemática. Conforme John Locke, pai do liberalismo político, a sociedade e o Estado possuem um “contrato social” e é dever do governo garantir os direitos de todos. Todavia, tal compromisso não é cumprido, já que é notório a falta de participação governamental para amenizar a situação de escassez alimentar. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o Brasil retornou ao mapa da fome em 2018, e isso se deve, em grande parte, pelas poucas ações do Estado.

Portanto, é indubitável a necessidade de mudanças. Nesse contexto, cabe ao Poder Executivo, junto ao Ministério da Economia, gerar campanas para combater a fome, ajudando monetariamente e com doações de cestas básicas aos mais pobres, por meio de verbas governamentais e auxílio financeiro mensal. Isso deve ser feito a fim de diminuir os índices de fome no Brasil, socorrendo diversas famílias. Desse maneira, é possivel fazer com que esse direito humano seja efetivado na prática, assim como proposto pelo escritor supracitado.