Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 23/03/2021

Embora o artigo 6º da Constituição Federal assegure que todos têm direito à alimentação, na prática, a realidade é outra. De acordo com dados fornecidos pelo IBGE, até 2018, cerca de 10,3 milhões de brasileiros estavam passando fome, sendo desse número, 4,3 milhões residentes apenas do Nordeste, ou seja, 41,5% do número total.

Primeiramente, é indubitável que a fome é um problema de ordem global, uma vez que desencadeia uma série de graves adversidades, tais como: a perda muscular, alterações psicológicas, como a depressão, anemia e nas crianças, retardo no crescimento. Segundo a ONU, a fome atinge cerca de 820 milhões de pessoas pelo mundo afora, sendo a África Oriental, um dos locais mais atingidos por isso, tendo cerca de 1/3 da sua população subnutrida, ficando somente atrás da Ásia, onde o número de subnutridos passa dos 500 milhões.

Apesar de ter saído do mapa da fome em 2014, o Brasil ainda é assolado por este grave problema, correndo o risco de voltar a integrar esta temida lista. Sendo assim, fazem-se necessárias novas políticas de combate à fome mais eficientes dos que as já existentes.

Portanto, em vista dos fatos supracitados, torna-se evidente que o Brasil necessita de mais atenção e investimentos para frear o avanço deste problema. Neste prisma, cabe ao Governo Federal, junto do Ministério da Economia, investir na compra de cestas básicas e distribuir nas regiões mais carentes, onde os índices de desnutrição são mais altos, para que assim, o número abaixe e o país não volte para o mapa da fome.