Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 27/04/2021
Segundo o sociólogo Roberto Da Matta, existe uma contradição entre a produção de alimentos no Brasil e a fome, já que grande quantidades de safras são destinadas ao mercado externo enquanto o acesso a comida é limitado a uma parcela socialmente e financeiramente mais prestigiada.Assim, mesmo que a Constituição de 1988 garanta a todos a alimentação de qualidade, a análise desse pensador aponta para a possibilidade do país voltar ao conjunto de regiões afetadas pela pobreza alimentar que são mostradas nos dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura(FAO).Dessa forma, discutir sobre o desemprego e a falta de programas voltados para esse tema é importante para a construção de caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome.
Em primeiro lugar, é importante salientar que, com a recessão econômica brasileira ocorrida a partir do segundo semestre de 2017, a taxa de desemprego cresceu exponencialmente e impossibilitou que toda a população brasileira tivesse renda suficiente para garantir a sua sobrevivência alimentar.Nesse sentido, de acordo com o sociólogo Karl Marx, a economia influencia diretamente nas condições de vida dos indivíduos, ou seja, a crise financeira enfrentada pelo Brasil no século XXI impacta sobre a diminuição das vagas de trabalho e, consequentemente, impedi que o proletariado tenha dinheiro para a compra de comida adequada para sua saúde.Assim,observa-se que sem a redução do desemprego, a subalimentação e a fome é um dos problemas persistirá nas condições sociais de 14,3 milhões de pessoas sem trabalho-segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE).Dessa forma,a geração de emprego é um dos caminhos para evitar que o país volte ao mapa da fome.
Ademais, para diminuir a taxa de pessoas sem acesso a comida, a formulação de um programa de segurança alimentar é imprescindível no Brasil.Nesse âmbito, conforme o diretor-geral da FAO José Graziano da Silva,sem projetos sociais que combatam esse problema, o país não conseguirá acabar com a fome, ou seja, implementar e impulsionar programas, os quais estruturem a agricultura familiar-produtora de alimento para o mercado interno- e garantam o acesso da população a comida é essencial frente a crise financeira brasileira.No entanto, a redução de recursos para o programa de cisternas no semiárido e distribuição de alimentos da agricultura familiar em áreas mais carentes desde 2018 agravaram a fome no país.Dessa maneira, medidas sobre o assunto precisam ser tomadas.
Portanto, discutir sobre caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome são importantes para o bem-estar da população.Assim, o Ministério da economia e o da Agricultura devem construir programas que impulsionem a produção alimentícia familiar e gerem emprego nesse setor por meio do suporte financeiro a compra de ferramentas e insumos de plantio aos seres que atuarem na agricultura.