Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 30/04/2021

Sabe-se que em 2018 o Brasil passou por uma crise econômica, a qual afetou seriamente vários setores da sociedade, como o desemprego e ,sobretudo, a falta de alimentos básicos para parte da população, o que, inclusive, deixou o país à beira de ser incluído novamente no mapa da fome. Nesse sentido, configura-se um cenário de descaso com um dos direitos indispensáveis que um cidadão brasileiro deveria possuir: a alimentação. Sendo assim, faz-se necessário um aumento de investimentos direcionados ao combate à fome, a fim de construir caminhos para a resolução dessa problemática.

Em primeira análise, vale ressaltar a ausência de medidas governamentais para evitar a volta do país ao mapa da fome, visto que, de acordo com o economista Francisco Menezes, coordenador do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas, houve uma diminuição de mais de 90% de investimentos na doação de alimentos, os quais são provindos da agricultura familiar, às comunidades vulneráveis à falta exacerbada de comida. Segundo Confúcio, filósofo chinês, não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros. Desse modo, o governo não apenas deixa de contribuir, mas também piora o quadro atual, dificultando ainda mais a busca por uma sociedade mais justa.

Ademais, vale lembrar que o desemprego é um empecilho determinante ao se analisar os caminhos a serem percorridos nesse combate à fome. Isso pois, para poder conseguir alimento, é necessário dinheiro, e este, por sua vez, demanda trabalho. Porém, sem a movimentação e circulação da economia, que foi o que ocorreu em 2018, não há ofertas de empregos suficientes para a população ativa brasileira, afetando diretamente a aquisição de um capital básico que mantenha as necessidades fundamentais da população. Contudo, sempre vão haver crises, então não se pode colocar a culpa na mesma e “deixar por isso mesmo”. Assim, a solução tem de partir do governo urgentemente, a fim de reverter o quadro que já está em curso e que só tende a piorar.

Conclui-se então, que cabe ao governo brasileiro juntamente com o ministério da economia, providenciar novos empregos para a população, a partir de investimentos de incentivo, os quais deverão ser dados à empresas públicas e privadas. Nesse sentido, será oferecido a elas um capital extra proporcional ao número de funcionários contratados durante o ano. Além disso, deve-se aumentar em cerca de 40% cada uma das políticas públicas de combate à precariedade de alimentos já existentes, com o fito de assegurar a permanência do Brasil fora do mapa da fome e de, sobretudo, propiciar o bem estar da sociedade brasileira.