Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 29/04/2021

Em busca de melhorar as condições de vida dos mais vulneráveis em todo o mundo a Organização das Nações Unidas criou as metas do milênio, e uma delas é acabar com a fome. Para isso o Brasil adotou programas que algançou esse objetivo, porém para permanecer é preciso que a agricultura supra o mercado interno em produção e custo e esses alimentos nutritivos sejam igualmente distribuidos.

É valido analisar que historicamente, por ter sido colônia, o Brasil têm sua estrutura econômica de agricultura de exploração, na forma de monocultura extensiva, enquanto que os pequenos produtoras abastecem o mercado interno. Hoje não é diferente, em pesquisa feita pelo Intituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgado pelo Embrapa, a agricultua familiar abastece os mercados nacionais de essenciais, como o feijão (70%) e a mandioca (80%) por exemplo. Mas eles são os que mais possuem dificuldade em receber financiamento bancário e insentivo do governo e sem uma produção que supra o mercado é preciso complementa-lo com imortações o que deixa o valor da comida mais caro e dificulta seu acesso por aqueles que mais necessitam.

Pontua-se, como consequência, que uma boa alimentação possui um alto custo. Para o geografo Josué de Castro isso não é novidade, pois em seu livro “Geografia da Fome” ele prova que esta é causada pela má distribuição das riquesas. Com a crise sanitária do novo corona vírus, o aumento do desemprego, um auxilio emergencial menor e a inflação sob os alimentos essa tese se concretizou deixando 9% da população em situação de fome em 2020, segundo o Inquerito de insegurança alimentar da Rede Penssan divulgado pelo jornal El país. Assim em momentos de crise econômica ou humanitária é preciso, não somente dar auxilio emergêncial, mas controlar a inflação sob os insumos alimentares para que os mais necessitados tenham condição de comprar sua cesta básica.

Nota-se, portanto, que o caminho para sair do mapa da fome passa pela ampliação da agricultura de mercador interno. Para isso, ela precisa que bancos e financiadoras liberem capital para investimentos em maquinário, terras e pessoal, incentivados pelo governo federal e o ministro da agricultura pecuária e abastecimento, para assim aumentar a produção e diminuir o custo final para o consumidor.