Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 30/04/2021
No romance “Vidas secas”, de Graciliano Ramos, é retratada a história de uma família que sai do Nordeste com esperança de escapar da fome e da miséria. Apesar de o Brasil estar fora do mapa da fome, a obra ainda espelha a realidade de uma parcela dos brasileiros, a qual pode aumentar e trazer o país de volta ao antigo posto caso certas medidas não forem tomadas. Dessa forma, torna-se fulcral analisar como a redução das verbas destinadas a projetos sociais e a falta de invetsimento na educação podem interferir nesse fator.
A priori, é notório que a falta de atenção financeira que projetos sociais sofrem auxilia no aumento de famintos no Brasil. Isso se dá porque, diante da crise econômica enfrentada atualmente, o governo teve de alterar o destino de algumas verbas, o que prejudicou principalmente o setor social e isso, juntamente com o aumento do desemprego, fez crescer a porcentagem da fome. Como prova, de acordo com a economista Nathalie Beghin, as pessoas têm menos acesso à renda porque há menos empregos e, com uma diminuição expressiva da renda, fica difícil comprar alimentos, e projetos como o Bolsa Família, que poderiam ajudar a população, não recebem atenção do governo, o que corrobora a hipótese de que pessoas em situação de fome precisam de apoio do governo. Assim, nota-se que a falta de verba para as ações sociais é prejudicial.
Além disso, também é possível observar que a negligência do governo em relação ao setor da educação ajuda a agravar o quadro dos vulneráveis. Isso ocorre porque, com uma educação pública de má qualidade, não há o incentivo para que os jovens corram atrás de cursos superiores ou técnicos a fim de se especializarem em algo, conseguirem empregos com salários dignos e, consequentemente, comprar alimentos. Prova disso, de acordo com o economista Orlando Sotomayor, pessoas com diploma do ensino médio ou do ensino superior tendem a receber salários maiores do que quem não possui nenhum dos dois, o que corrobora a hipótese de que a educação tem um papel importantíssimo no combate à fome. Dessa maneira, percebe-se que a falta de atenção que o âmbito educacional recebe é um problema existente no Brasil.
Portanto, a redução de verbas para os projetos sociais e a falta de investimento na educação devem ser erradicadas. A fim de melhorar tais problemas, o governo, juntamente com a mídia, deve promover campanhas de incentivo à educação e melhorias estruturais nas escolas, além de dar mais atenção financeira a projetos como o Bolsa Família para que, assim, haja menos pessoas com fome e, consequentemente, o país fique cada vez mais distante de retornar ao mapa da fome. Dessa maneira, a sociedade verde e amarela viverá dias melhores.