Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 28/04/2021
Em meados dos anos 2000, foi datado pelo Jornal Nacional que cerca de 300 crianças morriam de fome diariamente no Brasil, uma quantia que passou a diminuir drasticamente com a mobilização nacional para amenizar a fome, pois nasceram programas sociais com função de garantir o direito constitucional ao alimento. Entretanto, a penúria ainda está presente na vida de milhões de brasileiros, principalmente nas favelas e sertão nordestino após o período de recessão enfrentado.
Na obra de arte “Os retirantes”, do pintor Cândido Portinari, é inevitável sentir a expressão faminta dos que abandonaram suas terras, procurando melhores condições de vida, uma realidade do passado brasileiro que foi amenizada com os programas sociais como o Bolsa Família, voltados dar suporte às famílias e a erradicação da desnutrição. Contudo, mesmo com a saída do Brasil do mapa da fome em 2014, é iminente o risco do aumento de pessoas enfrentando condições subumanas, ingerindo cada vez menos calorias devido à crise financeira que gerou altos índices de desemprego.
Ademais, nosso país teria recursos suficientes para alimentar todos os mais de 210 milhões de brasileiros, porém, as instituições governantes, que deveriam seguir a Constituição de 1988 e garantir à sua população o sustento necessário para uma vida digna, com comida na mesa, é questionada ao dar prioridade às exportações para países que possuem população comparável ou maiores que a nossa. Dar vez a outros países enquanto sua própria população sofre consequências que duram centenas de anos é desumano.
Portanto, é de extrema necessária que o governo crie ministérios que tenham uma atenção focada ao problema da fome. Incentivar grandes produtores agrícolas a contribuir contra a fome de suas localidades, em troca de isenção de taxas ou fornecimento de materiais para aumentar a produtividade de alimentos poderia dar chance àqueles que mais precisam, evitando que nasçam mais retirantes.