Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 27/04/2021
Conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil está voltando para o Mapa da Fome. Nesse viés, a fome está crescendo no país verde-amarelo, sendo fundamental evitar que a sociedade brasileira volte para esse levantamento global de carência alimentar. A partir disso, é fundamental analisar o aumento do desemprego, bem como a redução das verbas para os programas sociais, a fim de propor medidas que, de fato, combatam tal situação.
Em uma primeira abordagem, deve-se falar que, segundo o geógrafo Josué de Castro, a questão da fome não se trata de quantitativo de alimento, mas sim da pobreza que assola o Brasil. Nesse contexto, a fome é fruto das baixas condições financeiras de parte da população. Diante disso, o aumento do desemprego, o qual abala a vida de mais de 12,7 milhões de brasileiros, em conformidade com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está relacionado com a carência alimentar no país. Isso porque cidadãos desempregados, muitas vezes, vivem em condições de pobreza e, consequentemente, eles não possuem formas para proporcionar condições básica, como alimentos. Nesse sentido, o desemprego deve ser combatido para que exista a diminuição da fome na nação.
Em uma segunda análise, deve-se dizer, ainda, que, de acordo com o filosofo Michael Foucault, " o Homem é uma construção bio, psico e social". Nessa perspectiva, essas três esferas devem estar em plena harmonia para o pleno desenvolvimento humano. Contudo, no Brasil, a fome é uma questão que pode interferir nessa harmonia. Desse modo, os programas de assistência econômica são fundamentais para diminuir esse problema, pois eles proporcionam condições básicas, incluindo as alimentícias, para a população necessitada. Contudo, no país, com a determinação do teto de gastos públicos em 2016, houve a redução de verbas para essas políticas de ajuda social, o que fomentou o aumento da fome. Nesse cenário, para que o Brasil não volte para o mapa da fome e, por conseguinte, para que a esfera biológica dos cidadãos não seja comprometida, a União deve ampliar as políticas sociais no país.
Portanto, a volta do Brasil para o mapa da fome deve ser evitada. Assim, é necessário o Poder Público junto com Senai e o Senac diminuam o desemprego no país, por meio da criação de cursos gratuitos para a população, os quais prepararão os indivíduos para o mercado de trabalho. Além disso, o Ministério do Desenvolvimento Regional e o Ministério da Economia devem ampliar as verbas para os programas sociais, por intermédio da criação de uma emenda que isente essas políticas da reforma concessiva do teto de gastos. Dessa forma, os cidadãos terão condições alimentícias básicas, evitando que a nação verde-amarela volte para o levantamento global de carência alimentar.