Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 01/05/2021
A princípio, em conformidade com o diretor da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil está voltando ao mapa da fome, fenômeno esse ainda mais acentuado com a pandemia. Somado à isso, estudos do Banco Mundial evidenciaram que a estimativa é de que cerca de 5,4 milhões de brasileiros (equivalente à população da Noruega) passem para a extrema pobreza em virtude da pandemia. Dessa forma, diante desse lastimável embate não apenas na saúde, mas também no tocante à alimentação, faz-se necessária alternativas para evitar que o Brasil regresse ao mapa da fome ou ainda adquira índices cada vez maiores maiores que o constatado pelo Banco Mundial, alternativas como: distribuição mais igualitária dos alimentos em todo o país, além do combate à concentração do piso salarial. Em primeiro plano, uma das medidas para erradicar a fome no terrítório nacional refere-se à igualdade na distribuição de alimentos associada ao maior incentivo econômico governamental. Corroborando para isso, ainda que estudo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e alimentação (FAO) confirmou que o mundo produz comida suficiente para todos, na perspectiva brasileira, 39 milhões de pessoas passam por fome extrema ao passo que 60,3% da população é obesa (dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Além disso, os programas de amparo governamentais são insuficientes para reduzir esse índice de fome, à exemplo do programa CadÚnico que distribui cerca de R$ 89,00 reais por mês, se repartido por 30 dias em uma família de 6 membros, será utilizado apenas R$ 2,96 por dia, sabendo-se que é incoerente sustentar uma família com esse valor. Ademais, outra alternativa para exterminar a mazela da fome, é desconstruir a histórica concentração salarial no Brasil, tornando o piso salarial mais igualitário para que um contigente maior de cidadãos tenham acesso à boa alimentação. Visto que, enquanto um profissional da saúde recebe em torno de R$ 2.045,11 conforme o Cadastro Geral de Empregados e desempregados, um deputado estadual mineiro pode receber até R$ 113.000 , segundo a Assembleia Legislativa de Minas (ALMG). Em síntese, tanto a igualdade na distribuição de alimentos quanto o combate à concentração o piso salarial, são alguns dos possíveis caminhos para evitar que o Brasil regresse ao mapa da fome. Sendo assim, faz-se necessário maiores incentivos governamentais ao desenvolverem programas de auxílio eficazes no qual seja possível as famílias terem o sustento durante todo o mês, podendo reintroduzir e ampliar o programa “Fome Zero”, sendo distribuído pelo governo às famílias mais pobres tickets de alimentação semanal, a fim de erradicar ou amenizar o mapa da fome.