Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 05/05/2021
Christina Rickardsson é autora do livro “Nunca deixe de acreditar”, nele ela relata que chegou a passar fome e morar nas ruas de São Paulo. Muito tempo passou desde a juventude de Christina, porém, nada mudou, existem pessoas que ainda enfrentam os mesmos problemas. A desnutrição no Brasil é um dos maiores crises sociais, que se agravou com a pandemia. Com base nessa perspectiva, faz-se pertinente entender que a fome no país é uma consequência da má administração econômica e compreender, também, o papel do governo no combate à volta da fome.
Primeiramente, é importante ressaltar que existe uma desigual distribuição de recursos alimentares e econômicos, em que a camada mais rica se beneficia e a camada mais pobre acaba sendo prejudicada. Ao tomar como base o pensamento do geógrafo Josué de Castro, em que para ele a fome é um produto das estruturas econômicas defeituosas e não de condições naturais insuperáveis. Percebe-se que a carência de recursos por parte dos menos afortunados causa uma naturalização da fome, pois muitos convivem com a falta de alimentos desde que nasceram, tornando-se natural a falta de alimentos. Isso é resultado de uma estrutura de governo muito desigual, pensada para favorecer as camadas mais ricas da população, não havendo assistência para os necessitados. A pandemia do Covid-19 agravou ainda mais a realidade, segundo dados da pesquisa “Efeitos da pandemia na alimentação e na situação da segurança alimentar no Brasil”, 59,3% dos brasileiros não comem adequadamente desde a chegada do coronavírus.
Pontua-se ainda que o governo do estado é quem deve ter iniciativa para combater a volta do Brasil ao mapa da fome. Segundo o artigo 25 da declaração dos direitos humanos, todo ser humano tem direito a um padrão de vida que seja capaz de assegurar a si e à sua família saúde, alimentação. Nota-se um grande abismo entre o que está na declaração e a prática, isso porque as políticas aplicadas no Brasil, como o bolsa família, não são o suficiente para atender as necessidades dos mais carentes.Segundo o site da Caixa, o bolsa família atende à população que vive em situações de pobreza, apenas 13,7 milhões de famílias recebem o benefício em todo o país.
Portanto, é importante uma ação para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome. Para isso, é fundamental que o Governo federal, que tem o dever de assegurar os direitos da sociedade, amplifique as políticas públicas já existentes, como exemplo, o bolsa família, por meio de palestras para as pessoas interessadas, que precisam desse benefício, como também, facilitando o acesso delas a esse auxílio, de modo a acolher e beneficiar as pessoas que ainda estão em situação de extrema pobreza e fazer com que país não retorne ao mapa da fome.