Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 03/05/2021

“Ilha das flores” é um curta-metragem que se passa em uma cidade de Porto Alegre e descreve a tregetórioa do alimento, desde a compra ao descarte nos lixões desse lugar. Além disso, revela a insalubre condições dos moradores em situação de pobreza que, para se alimentarem, submetem-se à “pirâmide alimentar social” e comem parte dos alimentos do lixo, também destinados aos animais. Desse modo, mecanismos devem ser criados para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome, como é retratado no filme, como a ampliação à toda população das diretrizes relacionadas à alimentação e a aplicação de investimentos à agricultura familiar.

Primeiramente, o Brasil hodierno não se encontra no mapa da fome, apesar disso, a subnutrição ainda é uma realidade brasileira, o que contabiliza cerca de 7 milhões de cidadãos nesse cenário, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO).  Dessa forma, a desnutrição está intimamente vinculada à situação de pobreza extrema, uma vez que as pessoas nessa situação vivenciam a supreção de um fator elementar à vida (a alimentação) e têm seus direitos básicos cerceados.  Assim sendo, torna-se imprescindível à formulação da cidadania e da dignidade do indivíduo que o Estado, assim como a sociedade, assuma que o direito humano à alimentação, como afirma a Constituição Federal, é de suma importância. Ademais, a utilização de instrumentos para exigir a viabilidade dessa lei é necessária para a promoção do bem-comum e, assim, ratificar os direitos.

Outrossim, a súde e o bem-estar coletivo estão relacionados ao atendimento dos direitos básicos, como a alimentação. Entretanto, a insegurança alimentar faz parte do cotidiano de muitos brasileiros, muitas vezes banalizada por dados estatísticos desumanizam essa parte populacional. Dessa maneira, é importante a valorização dos meios nacionais para a alimentação do brasileiro, como a agricultura familiar. da qual a produção para abastecimento reginal, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, correponde a 70% do condumo alimentício. Por conseguinte, os investimentos aplicados a esse ramo econômico além de proporcionar maiores lucros ao pequeno agricultor, irão essegurar o abasteciemento alimentício de muitas regiões e populações vulneráveis.

Portanto, é de extrema importância levantar medidas para evitar a volta do Brasil ao cenário de precariedade alimentar. Assim, a FAO, principal órgão internacional de incentivo a políticas de combate à fome, junto ao Governo Federal, deve buscar conscientizar a sociedade e ampliar o abastecimento interno. Isso será possível, por meio da apresentação da realidade dessas pessoas, além de maiores investimento à agricultura familiar. Essa ação proporcionará a ação solidária, a diminuição do custo unitário dos produtos e, assim, um maior acesso ao alimento e, por fim, a consolidação dos direitos.