Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 04/05/2021
Na nova série disponibilizada pela plataforma do “Disney +”, Falcão e o Soldado Invernal, é constantemente apresentada a situação de várias pessoas ao redor do mundo, em que, depois de complicações de ordem mundial, encontram-se em situações de fome. Ficção à parte, é importante entender que, apesar do Brasil, nos últimos anos, não ter grandes números em relação à fome, esse cenário pode retornar ao dia a dia da população brasileira, uma vez que não exista uma preocupação em previní-lo. Dessa forma, faz-se necessária a discussão sobre os caminhos para evitar a volta da subalimentação no país.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a fome pode ser causada e intensificada por mudanças no plano mundial, como ocorreu na pandemia do Covid-19, que manteve o globo de quarentena por meses e, por conta disso, resultou na alta do desemprego brasileiro. Esse fato é exemplificado por uma matéria exibida pelo jornal Folha de São Paulo, a qual aponta que, no ano de 2020, aproximadamente 59% da população não se alimentou em quantidades e qualidades ideais ao ser humano. Isso ocorreu, principalmente, pela falta de renda para custear os alimentos, problemática que deve ser prioridade na pasta governamental.
Ademais, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a maior parte de pessoas famintas está concentrada na região do Nordeste e, mais especificamente, em áreas rurais. Dessa realidade, destaca-se a necessidade da existência de políticas públicas e programas voltados à melhora dessa situação, priorizando os locais onde a aglomeração dessa comunidade se faz mais presente. Pois, como dizia Usain Bolt, medalhista olímpico e corredor, “Vamos correr juntos por mundo sem fome”.
Assim, para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome, é importante que o Governo, por meio da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social, fortaleça programas já existentes, como o Bolsa Família, e destine maiores investimentos a ele, de forma que uma maior quantidade de famílias seja beneficiada. Além disso, deve existir um programa que atue de acordo com as regiões, suprindo as necessidades de cada uma. Desse modo, as diferentes comunidades do país possuirão renda para se alimentar corretamente e com qualidade. Ainda, é indispensável que a situação do desemprego seja resolvida. Então, por meio de incentivos a variadas áreas empregatícias e concursos públicos, o Ministério da Economia pode diminuir a quantidade de desempregados no Brasil. Por consequência, esse problema será, finalmente, amenizado e mais indivíduos terão a possibilidade de melhora em sua qualidade de vida.