Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 29/04/2021

O Brasil, país que figura entre as principais economias emergentes, é também um lugar com muitas realidades absolutamente opostas. Estudo realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) mostra que o Brasil tem a segunda maior concentração de renda do mundo, ficando atrás apenas do Catar. Esta realidade, agravada nos últimos anos após a crise envolvendo a Operação Lava Jato e, mais recentemente, a crise envolvendo o coronavírus, tem refletido no aumento da quantidade de pessoas em situação de miséria, fome e desnutrição. Para evitar o agravamento desta situação, políticas de distribuição de renda e de geração de empregos são necessárias.

Segundo a revista americana Forbes, no ano 2021 dez novos brasileiros passaram a integrar o ranking de bilionários no mundo. Na direção oposta, pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatístitica (IBGE) mostrou que mais de dez milhões de pessoas no Brasil passam fome. O cenário apresentado é um retrato de como o país vive realidades completamente divergentes e medidas para promoção da distribuição de renda urgem como absolutamente necessárias para que uma situação ainda mais caótica não se estabeleça.

Somando-se aos aspectos que demontram o abismo social existente, há também o agravamento da situação econômica do país.  O Brasil vem enfrentando, nos últimos anos, sérias crises políticas e econômicas. Uma delas relacionada a escândalos de corrupução envolvendo grandes empresas e partidos políticos, e outra, mais recente, envolvendo o coronavírus. Relatório divulgado pelo Fundo Monetário Internacional projeta que o Brasil deve ter a 14º maior taxa de desemprego do mundo até o final de 2021. Esta situação, que afeta a todos de alguma forma, impacta muito mais nas famílias mais pobres e que já sobrevivem em absoluto estado de carência, representando o estabelecimento de uma situação caótica onde já não há dinheiro para se alimentar.

Portanto, é essencial o estabelecimento de ações que visem afastar o cenário de fome que vem novamente se tornando uma realidade no Brasil. O Estado deve realizar estudos para identificar famílias em situação de pobreza e sem renda. A partir daí, deve ampliar o pagamento de auxílios para estas famílias, visando com isso melhorar a distribuição de renda, e investir também em programas de capacitação para que estas pessoas tenham condições de ingressar no mercado de trabalho. Além disso, deve incentivar a criação de pequenos negócios através da desburocratização e da isenção de encargos necessários para a abertura de micro e pequenas empresas. Deve, ainda, suportar o microempreendedor com programas de consultoria através do sistema SEBRAE, além de negociar incentivos fiscais para empresas que invistam no país e se comprometam com a geração de empregos.