Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 03/05/2021
No século XVIII, foi difundido pelo economista inglês Thomas Malthus, que em algum momento o número populacional ultrapassaria a produção alimentícia, o resultado disso seria fome e miséria. Migrando para a realidade secular, torna-se possível perceber que, infelizmente, a problemática resultante -supracitada- é capaz de permear a contemporaneidade de forma bruta no país, evidenciando com lucidez a desnutrição alimentar no Brasil. Desastre, cale-se compreender as raizes do problema existente, para então, finalmente tecer caminhos que evite a volta do Brasil ao mapa da fome.
É imprescindível pontuar, primeiramente, que a problemática da fome assola o país de forma cronológica e crescente ao longo dos anos, e esse fato serve de contribuição para a subalimentação fortemente estruturada no país. De acordo com o sociólogo francês Pierre Bourdieu, um problema apenas persiste na sociedade por ser anterior e exterior ao indivíduo, sua teoria, atualmente, tem se evidenciado de modo verídico, ao perceber que a fome se faz presente desde os primórdios da civilização. A grande Revolução Francesa - XVIII - foi motivada pela problemática alimentícia. “Que comam broches!” foi uma das frases imortalizada pela Rainha Maria Antonieta da França, após uma manifestação em prol de uma alimentação uniforme e necessária para a população. Desse modo, tornar-se evidente que as raizes dessa problemática são profundas e densas, e que se faz necessário a uma solução prévia do transtorno vivenciado.
Em uma segunda análise, faz-se lúcido a percepção da necessidade de tecer caminhos para evitar que a subalimentação seja capaz de colocar o Brasil novamente ao mapa da fome. No poema “O Bicho” do poeta brasileiro Manuel Bandeira, fica exposto a vivência social das pessoas que sofrem com a desnutrição no país. Com isso, é indubitável que políticas de prevenção à fome devem ser tomadas, como por exemplo, a distribuição de cestas básicas para moradores de ruas que são os que mais sofrem ao viverem às margens da sociedade, e que por vezes, são hostilizados pela sua realidade. Medidas como essa, reduziria o percetual de desnutrição no Brasil, e logo, inibiria seu retorno ao mapa da fome.
Em virtude dos fatos mencionados, fica evidente que medidas se fazem necessárias para evitar que o Brasil retorne ao mapa da fome. Logo, cabe ao Poder Legislativo ratificar as leis que deveriam assegurar refeições regulares aos brasileiros, por meio de panfletos e campanhas de distribuições alimentícias nas ruas para pessoas de baixa renda, para então, finalmente o país deixar de viver à margem da incerteza e configurando-o como um lugar de alta qualidade de vida para seus habitantes.