Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 04/05/2021

O Brasil deixou o Mapa da Fome em 2014, com a implementação do Bolsa família, que segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada reduziu cerca de 25% a situação de extrema pobreza no País. Porém, com a chegada da pandemia do covid-19, o risco de entrar novamente na lista surge, em decorrência do desemprego, desigualdade e a falta de organização de políticas públicas que priorizem a população mais pobre.

Em príncipio, o desemprego no Brasil é uma realidade para muitas famílias. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, o desemprego em 2020 aumentou cerca 13,5% no país. Sem renda para comprar alimentos, essa parcela da população acaba passando fome e tendo como consequência doenças pela falta de nutrientes necessários ao corpo humano, podendo levar essas pessoas a  óbito. O programa “Fome Zero”,criado pelo governo federal em 2003, dá apoio a grande parte dos cidadões brasileiros que passam fome, e é um dos caminhos para diminuir a carência de alimentos. Mas, por falta de sua ampla aplicação e organização, acaba por não sendo tão eficaz.

Ademais, nota-se a inação do governo do então Presidente da República Jair Bolsonaro diante a fome, que por sua vez, extinguiu o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e diminuiu as compras públicas de alimentos, que afetam diretamente na segurança alimentar do Brasil, já que são medidas que ajudavam a população mais pobre.

Em suma, medidas precisam ser tomadas para que o Brasil não volte ao mapa da fome. Se faz necessário, que o Governo Federal implemente auxilíos fixos para os cidadões que passam fome, por meio de novas políticas públicas, que atendam de forma ampla a população. Além disso, é imprescidível que o Ministério da Economia trace apoio, tanto fiscais como financeiros para os empregadores, para estimular as grandes empresas a abrirem novas vagas, com a finalidade de diminuir o desemprego no país e diminuir a fome. Somente assim, o mapa da fome não será preocupação.