Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 29/04/2021

O anime, Túmulo dos vagamules, se passa no Japão em um contexto de guerra e nele é relatado as piores cenas dessa situação, como as bombas incendiárias dos Estados Unidos e pessoas morrendo de fome. Embora, ainda atualmente muitas pessoas passem fome e morram em consequência dela em outros lugares do mundo, no Brasil a falta de comida está ligada a outras problemáticas. Isto é, a subnutrição de 116,8 milhões de brasileiros está conectada com a insegurança alimentar e a má destribuição de alimentos.

Nesse contexto, um dos objetivos de desenvolvimento até 2030 traçados pela ONU(organização das nações unidas) é a fome zero e a agricultura sustentável. Contudo, a insegurança alimentar brasileira não garante o alcance desses tópicos já que ela caminha ao contrário dos objetivos, conforme a matéria do jornal online G1, aumentou em 14% nos últimos 5 anos, o número de pessoas que passam fome no Brasil. Logo, é preciso evidenciar pautas como a agricultura familiar que realiza grandes produções de alimentos sustentáveis na sua maioria que não são direcionados para o mercado externo, como é feito no agronegócio, mas sim para atendimentos imediatos de sua produção, como para mesa de brasileiros.

Outro aspecto a ser abordado é a má destribuição de alimentos que é consequência da falta de políticas públicas. Uma vez que, a produção de alimentos que temos hoje serve para alimentar cerca de 10 bilhões de pessoas que é toda a população mundial prevista pra 2090, segundo Benedikt Haerlin, jornalista alemão, fundador de projetos ecológicos no setor agrícula. Assim, fica evidente que é preciso de ações políticas que garanta a boa produção de alimentos na quantidade necessária para todos e que a destribuição seja feita de modo proporcional de gastos, para que a comida não seja tratada como mercadoria fazendo com que só os que tenham condições financeiras possam acessa-lás. Desse modo, diminuindo a insegurança alimentar e a má distribuição de alimentos.

A fim de sanar essas e outras problemáticas ligadas ao mapa da fome é preciso pensar e agir a partir de medidas concretas. Logo cabe ao Estado, financiar pequenos produtores agrículas, sejam eles pequenos fazendeiros ou famílias rurais sem renda fixa, dando condições de plantio e terras, essas que no momento não estejam cumprindo sua função social, para que assim seja feito alimentos livres de agrotóxicos, ou seja, mais saudáveis que irá benificiar mutualmente o produtor e ao consumidor.