Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 04/05/2021

Josué de Castro, em sua obra Geografia da fome, mapeia a fome por regiões, associando-a as desigualdades sociais na distribuição de renda, provando que é um fenômeno social e não natural. Apesar de mais de 50 anos de sua publicação, ainda é uma realidade no Brasil, mesmo com programas sociais de distribuição de renda e segurança alimentar. Isso mostra a necessidade de maiores investimentos e atenção a essa população.

Em primeiro lugar, apesar de existir programas de distribuição de renda como o Bolsa família, este vem sofrendo cortes no número de beneficiados. Principalmente no Nordeste, região que concentra maiores índices de pobreza do país, segundo o Comitê Técnico da Assistência Social do Consórcio Nordeste. Esse fato aumenta a vulnerabilidade social e a concentração de renda, agravando o problema da fome no país.

Em segunda análise, verifica-se que o Governo Federal tem diminuído os investimentos em programas de segurança alimentar, segundo o Ministério de Desenvolvimento Social, como o incentivo à agricultura familiar, que é importante para a redução da fome uma vez que, proporciona variabilidade alimentar e nutricional. Além de ser autossustentável, garante o direito à alimentação prevista na Constituição Federal de 1988.

Portanto, os caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome, dependem de maiores investimentos do Governo Federal nos programas sociais como o Bolsa Família e a o incentivo à agricultura familiar. Ao mesmo tempo ofertar para essa população, através das escolas técnicas, capacitações e treinamentos para profissionalização e incentivo à inserção no mercado de trabalho. Quanto aos agricultores deve ser ofertado cursos de como empreender e criar cooperativas para a agricultura familiar, otimizando todos os recursos do que é produzido, para desenvolver a sua própria sustentabilidade e aumentar a renda familiar. Dessa forma essas pessoas podem alcançar a sua independência financeira, mudando a realidade descrita por Josué de Castro há mais de 5 decádas.