Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 30/04/2021

No ano de 2019, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), havia alertado que o Brasil poderia voltar a ser incluído no Mapa da Fome, ou seja, mais de 5% da população do país ingerindo menos calorias que o necessário. Sob essa ótica, é importante compreender fatores que contribuem para essa problemática, como a pandemia do novo coronavírus e a negligência do Governo.

Primeiramente, com o crescimento da pandemia, outros problemas surgiram, o aumento da taxa de desemprego e a fome. De acordo com Daniel Balaban, representante do Brasil no Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (WFP), a situação brasileira é muito preocupante e foi projetado que o país esteja próximo dos 9,5% da população em subalimentação. Em outras palavras, o Brasil já ultrapassou a marca de 5% da população em situação de desnutrição, sendo necessário medidas para que esse percentual seja controlado e para que o Estado não volte ao Mapa da Fome, como a arrecadação de alimentos para serem entregues a famílias em situação de pobreza.

Ademais, no dia 24 de setembro de 2019, houve no Congresso Nacional uma votação para o veto do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), onde tiveram 299 votos a favor, e por fim o conselho foi extinto. Esse conselho tinha como o objetivo assegurar o direito à alimentação adequada a toda a população residente no território nacional, ao ser extinto, desorganizou a coordenação das políticas voltadas para o combate à fome em um dos momentos mais delicados do país. Dessa forma, seria necessário que tivesse a criação de um novo conselho para que houvesse mais organização e consequentemente a diminuição da fome.

Portanto, é necessária uma solução efetiva e a longo prazo para o problema que rodeia o país, a fome. Para isso, é preciso que haja ações por parte do Governo, a criação de um novo conselho, ou o reabrimento do Consea, que dê visibilidade para as populações mais vulnerabilizadas, do ponto de vista econômico, social e nutricional, e que eles possam ter uma participação ativa nas mudanças no Estado. Para que, dessa forma, o Brasil consiga se manter fora do Mapa da Fome e também trazer melhores condições para aqueles menos favorecidos.